29 Zelo Consumidor pela Casa do Pai
Não há judeu nem grego
31/12/1993
Mulheres podem ser líderes? Qual é o papel da mulher? Historicamente este é um tema controverso, não é?! Algumas "igrejas" decidiram que todas as mulheres sentam num lado e os homens sentam no outro e assim por diante. Então, definitivamente há bastante controvérsia, e eu ou nenhum de nós pretendemos ter todas as respostas para todas as circunstâncias. Mas existem alguns princípios. Um princípio é se uma mulher está cheia do Espírito Santo e cheia de sabedoria, (e não vejo nenhuma razão pela qual ela não poderia ser), ela vai ter um impacto na vida das pessoas. O que é um líder, afinal? Percebeu que a maioria dos nossos problemas surge por causa da nossa mentalidade hierárquica institucional. Se funcionamos como uma corporação e temos um organograma, então onde as mulheres se encaixam? Não foi Paulo que advertiu seriamente de não ter mulheres como mestres ou líderes e assim por diante? Sim, ele falou. Então, sim, há uma diferença em termos de papeis de liderança visível que exige de uma mulher ter um cabeça, que é o homem, e o homem de ter um cabeça, que é Cristo, e Cristo de ter um cabeça, que é Deus. Há uma ordem que precisa ser mantida. Não há dúvida sobre isso. E se essa ordem não for incorporada à maneira que vivemos e pensamos para que seja obvio, então cometemos um erro. Essa ordem é do próprio coração de Deus. "A Palavra se fez carne e habitou entre nós por algum tempo. A Palavra estava com Deus. A Palavra era Deus." As coisas ensinadas na Palavra escrita sobre mulheres não ensinando ou tendo autoridade sobre homens não podem ser apenas apagadas como sendo cultura. Jesus é a Palavra. O Verbo estava com Deus. O Verbo era Deus. Essas coisas são essenciais. Se alguém visse nossa vida corporativa, precisariam ver que Deus é o cabeça de Cristo, Cristo é o cabeça do homem, e o homem é o cabeça da mulher. Deve ter um fluxo muito óbvio em uma reunião do Corpo ou em uma família. Isto deve ser facilmente identificável para qualquer observador externo honesto, imparcial. E se não for, estamos cometendo um erro. Não acho que alguém poderia argumentar este ponto. Se uma mulher é cheia do Espírito Santo e cheia de sabedoria, pode ter certeza de que ela vai influenciar a vida de pessoas. A maneira que ela terá influencia sobre um homem será um pouco diferente, talvez, do que como influenciaria outras mulheres. Era para Tito ensinar as mulheres mais velhas, que, por sua vez, ensinariam as mulheres mais jovens, que, ensinariam a seus filhos e estariam ocupadas em suas casas. De novo, há uma ordem das coisas no coração de Deus que é muito natural. Se você violar esse fluxo, você vai ter caos e vários tipos de problemas (e poderíamos falar muito sobre isso!). Mas, a essência da questão é que uma mulher precisa demonstrar claramente em qualquer situação, uma reunião pública ou em casa, que o homem é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça do homem. Isso não significa, como Paulo diria em 1 Coríntios, que ela não poderia "orar ou profetizar." Significa apenas que há uma cobertura e ordem das coisas, um princípio que precisa guiar sua capacidade de agir e falar. Em termos práticos? Pode refutar se quiser... (E quem sabe o que a vida vai nos trazer no futuro? Eu não sei.) Mas na prática, mulheres que têm algo muito importante para dizer não são excluídas de falar em nossas reuniões. Elas falam de maneira humilde e respeitosa. Elas não dominam homens. Pedem antes se parece certo dizer o que querem dizer. Se Deus vai usá-las por causa de seu genuíno e válido relacionamento com Ele, e aquilo que dizem penetra meu coração, eu vou apreciar isso porque eu amo a verdade. Eu não preciso ter algo ou proteger alguma posição. Não preciso ter qualquer tipo de machismo. Eu quero que elas sigam o coração de Deus e andem como Deus quer, respeitando a ordem que Ele estabeleceu. E se elas estão respeitando isso, então quero ouvir qualquer coisa que têm a dizer. Se alguém responder: "Por favor, agora não é o momento", então elas muito rapidamente, respeitosamente, submetem a essa sugestão. Isso não é problema. Mas eu não quero sufocar seus dons. São ferramentas em nossa caixa de ferramentas que devemos utilizar juntos. Isso não significa que são pastoras, dominando homens, como acontece em alguns lugares religiosos. E também não significa que são escravas que são empurradas de lado para só manter a casa em ordem e criar filhos. Elas são servas de Deus, co-herdeiras com Cristo. Não há homem nem mulher, judeu nem grego, escravo ou livre. Estas são mulheres que tiveram um impacto muito grande na minha vida e em todas nossas vidas. E é bom, desde que estão se cuidando com essa atitude de não serem autoritárias sobre homens ou de serem "mestres" dos homens. Elas vão essencialmente trabalhar conosco como costelas, completando, sabendo coisas que não sabemos, e nos mostrando coisas que talvez, não teríamos visto; cochichando em nossos ouvidos, como Áquila e Priscila fizeram com Apolo, e dizendo: "Psst ... Você sabia que ...?" "Oh, muito obrigado." Esse tipo de vida, esse tipo de relacionamento com as mulheres, é muito importante. Se mantém a ordem de Deus e é equilibrada, podemos trabalhar com isso e aperfeiçoar qualquer uma das idiossincrasias ou nuances. Se posso acrescentar algo que tem sido muito importante para mim, seria de sempre submeter e ser sensível para a parte de Cristo que vejo em alguém, não importa quem seja. Não importa se for homem ou mulher, um cristão bebê, ou quem quer que seja, podemos ouvir algo muito valioso através de um ao outro. É nosso trabalho como discípulos a dizer "amém" e "sim" e colocar em prática tudo o que vem de Cristo. Devo acrescentar um pensamento final sobre este assunto. Se tivéssemos algo estruturado, institucional e um organograma, e culto no domingo à noite com hinos, oração e um sermão... Eu seria totalmente contra uma mulher dando um sermão ou de estar numa posição de liderança que de alguma forma iria confundir a questão de autoridade. Se for uma família, porém, não precisa se preocupar com organogramas. Mais uma vez, criamos nossos próprios monstros. A questão realmente só levanta por causa da maneira que abordamos este assunto. Uzá só morreu porque estavam trazendo a arca no carro de boi e não era para fazer assim. Foi por causa disso que ele morreu. Parecia uma coisa muito valente para fazer, de não deixar a Arca cair no chão e de manter a glória de Deus se movimentando na direção certa. PARECIA ser uma coisa boa para fazer. Mas porque estavam fazendo as coisas erradamente, alguém morreu. E é isso que acontece. "Quem pode participar do ministério de adoração? Quem pode ser um diácono, ou ser escolhido para ser presbítero? Quem pode ser o líder dos presbíteros? E quem vai pregar no lugar do pastor quando está viajando?" Conversei com um pastor recentemente que traz o superintendente distrital ou um parente para pregar cada vez que ele viaja. Tem um monte de caras abaixo dele que nunca tocam o microfone e ficam magoados porque sentem que o pastor não confia neles. Toda essa confusão, todos esses problemas! Só existem por causa da velha questão de tentar encaixar um pino quadrado em um buraco redondo. Tentamos fazer coisas de maneiras em que Deus não tinha em mente, e os "Uzás da vida" morrem como resultado, apesar de todas suas boas intenções. Esta questão de mulheres em liderança não é um grande problema quando é vida orgânica como família. É uma daquelas coisas que se desvanece como não sendo mais um grande problema.