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Pobreza ou Abundância?

O cenário no coração

14/11/2007

Alguns dias atrás durante a janta de várias famílias juntas, um irmão de outra cidade estava pedindo opiniões a respeito de uma possível transferência de emprego que o colocaria próximo de outros santos. Um irmão da Igreja aqui perguntou a ele: “Qual seria a parte difícil para você nisso tudo?” Ele disse que sair da costa oeste para o centro-oeste seria um pequeno desafio, assim como mudar do campo para a cidade. Ele disse que seus filhos estavam preocupados porque talvez fossem perder os cabritinhos de estimação.

(Observação: Essa é uma daquelas situações em que fazer uma pergunta em resposta a outra pergunta é muito mais importante do que simplesmente responder à pergunta. Nossos motivos para fazer ou deixar de fazer alguma coisa tendem a ser a verdadeira questão, principalmente quando todas as alternativas parecem “boas” externamente e poderiam facilmente encontrar versículos bíblicos para defender sendo a vontade de Deus.)

O irmão aqui enfatizou a absoluta necessidade de não deixar preferências de geografia, cultura, temperatura, mercado de trabalho, etc., definirem onde nós vamos morar. Há quem detestaria deixar um lugar porque a paisagem (montanhas, mar, etc.) é muito agradável. Para os que estão ouvindo Deus e buscando Jesus com perseverança, a paisagem bonita ESTÁ DENTRO DO CORAÇÃO, não no mundo físico. Até as “coisas boas”, como preferências sobre o tanto de atividade dentro do Reino, não podem interferir nas nossas decisões. Por exemplo: “Quero estar no meio da Casa de Deus” pode aparecer um desejo que Deus aprovaria, entretanto, e se Deus quer que esteja trabalhando na demolição em alguma cidade onde não existe a Casa dELe?

(OBSERVAÇÃO INTERESSANTE: Há três possibilidades de onde se mudar com relação à Casa de Deus…1) Faça demolição onde está. 2) Ajunte-se a outras pessoas que estão demolindo. 3) Ajunte-se a uma Casa existente.)

O sedimento que traz surdez

Se você estiver ouvindo Deus, pode viver na pior parte da cidade, onde há drogas sendo vendidas na esquina—ou num castelo, como Davi. Simplesmente não faz diferença. Mas, priorizar algo mais do que Deus proíbe você de ouvir Deus. Deixe tudo no altar. Deus vai dirigir o seu caminho. Abandone todas as preferências em troca de Sua Vontade. Se nós abandonarmos todas essas coisas e ficarmos de mãos abertas, então, e só então, poderemos ouvir a voz de Deus sobre o que Ele deseja que façamos e onde Ele quer que moremos.

Nessa conversa com esse irmão um versículo mencionado foi: “E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza (pobreza) às suas almas.” Este irmão poderia exigir cabritinhos para seus filhos, mas isso poderia custar a ele e a sua família a herança de centenas de pais, mães, irmãos e irmãs. E ainda mais, quando empenhamos nossos corações em coisas, é como acumular areia na caixa de água. À medida que o tempo passa, quanto mais areia, menos água a caixa comporta—que é sua função original. Assim é com os nossos corações. Mesmo que haja uma chama ardente, uma paixão inflamada (bastante água na caixa) no começo, a areia dos passatempos do mundo pode lentamente acumular a ponto de diminuir mais e mais a capacidade de ouvir Deus, até que você não escuta nada de Deus, embora pense que escute.

Nessa hora, um irmão virou-se para todos, mudando claramente o foco para pegar todo mundo ali. Aqui estão algumas coisas que ele disse. Agora mesmo neste círculo há pelo menos 20 situações diferentes e sérias que envolvem esse tipo de questão. Provavelmente existem 100 questões menos importantes, mas também relacionadas. As questões não têm a ver com os motivos de mudar para outra cidade, no caso de vocês. Elas têm a ver com o desejo de fazer algo ou ter alguma coisa ao ponto de que você até iria considerar manipular os outros ou tramar para fazer ou ter essa coisa. Por fora você pode estar pintando bem bonitinho, mas por dentro seus motivos são egoístas e não têm nada a ver com a Glória de Deus. Pode ser tudo, desde um jardim a algum relacionamento. E existem 20 questões sérias onde a pobreza da alma vai resultar se você se recusar a morrer para essas coisas, se recusar a abandoná-las ao pé da cruz. Dons “bons e perfeitos” realmente vêm lá do céu, mas somente para aqueles que abandonarem seus próprios desejos “de ter” aos Pés Dele, para que Ele possa escolher dar onde agrade a Ele Mesmo. Se você não vai perder sua vida, você NÃO VAI achá-la.

E acabamos pagando por não ter a capacidade de dizer a palavra que sustenta o cansado, para influenciar uma situação por amor à justiça. Você ainda pode estar “vivo” (a caixa cheia de areia ainda tem alguma capacidade, limitada, de armazenar água), mas você nunca realmente irá conhecer Deus do jeito para o qual você foi feito. O que Jesus disse dos Fariseus é que eles não tinham “NENHUM LUGAR” em seus corações para Sua Palavra. Para eles a areia tinha completamente preenchido o lugar que era destinado a Jesus. E cada prioridade fora de lugar, cada paixão não santificada, cada passatempo egoísta, cada impulso íntimo por diversão OU segurança OU respeito OU amizades, enche mais um pouco aquele espaço, EXTREMAMENTE LIMITADO, dentro de nossos corações destinado a conhecer Deus de uma maneira real. Nossa capacidade de experimentar comunhão com a Divindade é diretamente proporcional ao espaço que temos disponível em nossos corações. E o tanto de espaço acessível em nosso homem interior para a Vida Divina tem relação direta com as coisas para as quais nós entregamos nossas paixões!

O Pai procura adoradores

Colocando em outras palavras: “O Pai procura adoradores.” Se Ele quisesse só “cantores” então não ia fazer diferença se alguém gastasse a vida todinha, contanto que cantasse algumas músicas para Ele por X horas toda semana, aí tudo ficaria bem. Só que não é bem assim. O Pai procura aqueles que, por causa de uma nova e inata natureza, fazem pouco caso da terra e do “algodão-doce” ressequido que há nela e permanecem em ansiosa reverência ao contemplarem o Pai e meditarem em Seus maravilhosos caminhos. Não existe outra espécie de adorador! Portanto, quando nossos corações com pouca profundidade se enamoram com o lixo maligno ou mesmo com coisas “triviais”—é adoração idólatra. Nosso homem interior acabou de venerar a 3ª dimensão e algo dentro de nós acabou ficando um pouco mais vazio e nossa alma um pouco mais “empobrecida”. Não dá para ser um adorador de vida nessa dimensão de sombras criadas e ao mesmo tempo um adorador do Deus Eterno. Como João disse: “Se alguém ama o mundo, o Amor do Pai não está nele.”

Motivos: o campo de batalha dos séculos

Esta conversa é muito importante. O autor de Provérbios diz: “Guarda com toda a diligência o teu CORAÇÃO, porque dele procedem as fontes da VIDA.” Deus disse que o grande mandamento era Amar a Deus com TODO (100%) do nosso coração…

O coração (nossos motivos e afeições) é onde a batalha dos séculos está sendo travada. Entregar nosso coração a batatas fritas, computador, roseiras, um relacionamento (qualquer que seja sua área…e se você for honesto provavelmente há pelo menos uma área que seu coração é tentado a se deixar levar)—é um erro tão trágico e pode trazer tanta perda bem rapidamente.

O que torna os assuntos do coração tão complicados é que eles parecem tão fáceis de esconder e são muito difíceis de abordar. Ninguém quer sair por aí perguntando: “Ei, por que você está fazendo isso?” Ninguém quer ser a polícia dos motivos. Mas é nos motivos que muitas batalhas são ganhas ou perdidas. Nossos motivos determinam onde iremos avançar com Deus, ou se iremos encalhar e morrer. Quando alguém questiona uma atividade, você pode dar mil respostas aparentemente corretas e razoáveis. Mas a verdadeira questão é: “Foi o Espírito que moveu você a fazer isso? Isso tem realmente o avanço do Reino de Deus nos corações dos homens como objetivo, ou é simplesmente para seu bel-prazer, conforto ou paz?”

Quando gastamos nossa energia manipulando e tramando para realizar nossas vontades, perdemos muitas oportunidades a nossa volta. Nos tornamos tão preocupados com nossos planos que deixamos de ver as boas obras que Deus preparou para nós antes das eras. Que tragédia.

Algumas partes de outros e-mails, etc.:

Toda tristeza só dura um instante. Todo prazer só dura um momento. Somente o que é Eterno é importante. Vem a prova. Ela vai passar. Em poucos dias, meses ou anos, teremos esquecido dela. A forma como ENCARAMOS aquela prova—nossa atitude interior ao abordá-la—pertence às coisas que são ETERNAS. Tudo que somos, tudo que seremos, quer em nós e nos outros, em todo o universo—passado, presente e futuro—é afetado por toda a eternidade por como REAGIMOS às tentações, ou provas, ou vitórias ou derrotas. As próprias questões são irrelevantes. O ETERNO: como correspondemos no íntimo de nossos corações—essas são as únicas coisas que têm valor. Tudo mais vai passar e ser esquecido e banalizado pelo tempo e espaço. Não parece que é assim agora. Nós achamos: “Ah se eu pudesse ter ____. Ah se esse problema fosse embora. ENTÃO, ____.” Mesmo assim precisamos ser lembrados do que já sabemos. Os prazeres passam. As provas, mesmo que pareçam longas e difíceis, são um vapor. Se conseguíssemos ter o que desejamos, ou nos livrar do que detestamos, nós iríamos, COM TAL ATITUDE, apenas sofrer perdas terríveis no plano da Eternidade. As Escrituras dizem, “E ele lhes cumpriu o seu desejo, mas enviou magreza (pobreza) às suas almas”. Vamos olhar para Ele e investir no que é Eterno, e não naquilo que passa.

Este primeiro pensamento é assustadoramente simples: aquilo em que você encontra o prazer da sua vida, aquilo que você precisa e deseja para ser verdadeiramente feliz, o lugar onde você encontra seu conforto e força…esse é o lugar onde você deve também encontrar a salvação da sua alma. Ou é Jesus, ou é um ídolo.

Sinceramente, a maioria das pessoas encontra conforto, identidade e felicidade em vícios malignos, seus trabalhos, atividades religiosas inventadas pelo homem, ou em algum esporte ou passatempo, ou em parentescos biológicos. Uma combinação dessas “dependências químicas” permite ao típico pecador “ser feliz” e satisfatoriamente entrar em estado de coma neste mundo decaído. Essas coisas não passam de DROGAS, substâncias ilícitas que cegam os sentidos contra a REALIDADE que poderia ser delas em Jesus e Seu Reino. Mas é fato que a maioria, ao invés, se endurece com o alternativo “ânimo” dessas “dependências químicas”. Esportes (como fuga ou vício, ou paixão e ladrão de conversas), ou emprego ou família…são para muitos nada diferentes que ídolos. Por quê? Porque procurar felicidade, força, paz, ligação ou identidade nelas…é abandonar Jesus.

“Ninguém pode servir a dois senhores.” Alguém só pode agradar a si mesmo, ou agradar a Jesus…mas nunca aos dois. Os que “amam o mundo” (e as “coisas do mundo”) são “inimigos de Deus”. Aqueles que “vivem em prazeres, embora vivos, estão mortos”. Em que é que nós ENCONTRAMOS nosso conforto, identidade e felicidade?

As pessoas podem conhecer você como alguém que sabe muito sobre Jesus, Seu Reino, mas rios de água viva fluindo de dentro? DE JEITO NENHUM, se seu coração está cativado, entregue e enamorado com as coisas desta terra. Copos d’água não viram rios caudalosos. A menos que você se ache saturado com Cristo, você nunca vai ter rios fluindo do homem interior, como Jesus prometeu que poderia. Você pode! Ele disse, “a todos que crerem, rios de água viva” (João 7). A todos os que creem! A todos os que têm fé há realmente toda oportunidade de ter mais do que só um gole de água por vez. Água aos copos nunca vai acumular o suficiente para transbordar e dividir com outras pessoas. Não é assim que as coisas funcionam. Se você se encontra de mãos vazias no trabalho, vizinhança ou até mesmo no seu quarto à noite quando tenta orar, pode bem ser porque você está procurando coisas ao invés de ver Cristo como a plenitude da sua identidade, como a plenitude de tudo aquilo que o Pai jamais poderia dar.

Pobreza ou abundância: A ESCOLHA é sua!

aosseuspes.com
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