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Dos meus Temores me Livrou

25/6/2005

Busquei o Senhor, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores. Os que olham para ele estão radiantes de alegria;

seus rostos jamais mostrarão decepção.

Salmo 34:4-5

A jovem Ariel de treze anos estava contente por ter uma chance de tomar ar fresco e estar longe da agitação e do alvoroço de dentro da sua casa. Ela sentia-se tão diferente do resto da família. A maioria deles parecia prosperar no barulho e atividade, mas ela não gostava nem um pouco. Ela tentava fazer uma boa parte de suas tarefas no terraço, onde era quieto e ela não precisava decidir o que falar para todo mundo. Ariel saiu em disparada. Bem, seria em disparada se não fosse o grande jarro de água que estava balançando desajeitadamente em sua anca. Ela ainda não estava livre de suas tarefas normais, mas com a possível chegada de abba e muitos outros, sua mãe a tinha mandado para o poço. Geralmente quando Ariel ia para o poço, ela andava devagarzinho pelo caminho, absorvendo cada detalhe, som e cheiro. Ela gostava de parar e sentir o vento em seu rosto e cheirar os peixes perto do lago. Mas hoje, hoje era diferente. Sua mãe a advertira para não parar em lugar nenhum. Ela recordou as palavras de sua mãe. “Hoje tem uma multidão grande se reunindo na sinagoga e, onde tem uma multidão, sempre terá soldados romanos. Não quero que um pare você. Então, pegue água e volte logo.”

Quando ela chegou à praça do poço, parou e cuidadosamente olhou para todos os lados. Tinha algumas mulheres pegando água e um vendedor na beirada da praça. Dois soldados esperavam perto de seus cavalos e conversavam um com o outro em um canto afastado. Decidindo que era seguro, Ariel chegou ao poço assim que as outras mulheres terminaram de pegar água e deixar a praça. Ela abaixou o balde de couro no buraco escuro e fundo.

De repente ela ouviu o barulho de um cavalo aproximando-se de trás—Ei, você aí no poço! Pega água para esse cavalo… agora!

Ariel congelou, suas mãos agarrando a corda fortemente. “É agora” ela pensou. “O momento que temi minha vida inteira.” Ela nunca tinha encontrada com um soldado romano antes e agora ela teria que encarar um sozinha. Ela congelou. Sabia que precisava obedecê-lo, mas em seu medo ela nem conseguia se mexer.

De repente um homem que ela não conhecia aproximou-se do poço. Ele não era um soldado. Embora se vestisse como qualquer outro homem galileu, as suas roupas demonstravam que era um homem viajado.

—Filha de Israel, posso ajudar?—ele perguntou e Ariel percebeu que ele estava perguntando a ela. Ainda morrendo de medo, ela virou sua cabeça para olhar para ele. Os braços dele estavam esticados, e ela entendeu que ele estava oferecendo de pegar a água para o animal do soldado. Enquanto ele pegava o balde de couro, ela viu que suas mãos estavam calejadas de tanto trabalhar. Tremendo, Ariel saiu de seu lugar no poço e o gentil desconhecido propositalmente se colocou entre ela e o soldado.

A admiração de Ariel crescia ao observá-lo encher o balde vez após vez rapidamente e confiante, sem nenhum sinal de desprezo, até a gamela estar cheia. Ao fazer isso, ele dava carinho ao animal cansado.—Esse cavalo está muito quente—ele comentou sem medo para o soldado.—Ele não deve beber muito rápido.

—O que você está tentando fazer? Me ensinar sobre meu próprio cavalo?—o soldado explodiu.—Eu sou um romano. Você só é um simples galileu—rebateu com desgosto. O soldado levantou sua mão e estava prestes a bater no viajante quando o comandante chegou guiando um cavalo preto com uma estrela branca na testa.

“Ele deve ser o centurião novo que Ezequiel me contou.” Ariel observou atentamente. O legionário abaixou sua mão.

O centurião cumprimentou o viajante—Parece que você entende bem de cavalos.

O homem deu um pequeno e sábio sorriso.—Aprendi um pouco sobre eles—foi sua reposta.

—E você,—o centurião olhou para seu soldado—você não deveria ter deixado seu cavalo chegar nesse estado. O homem está certo. Seu cavalo está muito exausto e quente. O centurião montou em seu próprio bem cuidado corcel. Ele acenou para o viajante, virou e troteou para fora da praça. O soldado, envergonhado e irritado, montou ofendido em seu próprio cavalo e seguiu o centurião.

Sem perceber, Ariel suspirou aliviada. Ela assistira o acontecimento inteiro admirada com a tranquilidade desse homem desconhecido… o tempo todo e ela se sentia segura na sua presença. “Ele nem recuou quando o soldado quase bateu nele.” pensou.

—Agora posso ajudar você com sua jarra?—ele perguntou.

Ariel simplesmente olhou para ele, como se ela não o entendesse. Era estranho para um homem, e um que ela não conhecia, oferecer-se para pegar água, uma tarefa de mulher. Ela buscou em sua memória para ver se ela já o vira antes, mas não. Ela teria ficado desconfiada, esse sendo um estranho total, mas algo em seu olhar fito a consolou. Ela notou outra vez suas roupas empoeiradas e seu cansaço. “Ele é um viajante e provavelmente tem muita sede.”

—É… bem, sim… quero dizer, obrigada.—ela gaguejou, achando sua voz.—Quero dizer, posso pegar água para você.

Um sorriso iluminou o seu rosto.—Obrigado—ele disse grato. Ele sentou-se no muro baixo do poço e esticou seus pés cansados por um pouco. Ariel deu a água para ele de seu jarro parcialmente cheio.

Mesmo que muitos pensamentos e perguntas enchessem sua mente sobre esse homem fascinante, Ariel disse as únicas palavras que ela conseguia achar para expressar sua gratidão—Você deve vir para casa comigo. Eu sei que minha mãe vai querer agradecer pelo que você fez para mim. Estamos esperando meu abba e alguns convidados hoje à noite. Tenho certeza que você vai ser bem-vindo também.—Ariel suplicou.

—Obrigado pelo convite—ele disse.—Mas tenho outro lugar que preciso ir. Ele terminou de beber, sorriu para Ariel e se foi.

Ariel saiu da praça, sua mente transbordando com centenas de pensamentos. “É assim que quero ser. Confiante, segura e sem medo. Ele sabia exatamente o que dizer. Eu nem tenho essa paz perto da minha própria família! Mas talvez possa mudar. Talvez um dia eu também possa estar cheia dessa mesma paz.”

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