O que satisfaz a sua alma?
29/6/2010
“A pomba não encontrou lugar onde pousar os pés.” Gênesis 8:9
Você consegue encontrar descanso fora da arca, Jesus Cristo? Se a resposta for sim, tenha certeza de que sua religião é vã. Você está satisfeito com algo menos do que um conhecimento consciente de sua união e atração a Cristo? Então, ai de você. Se você diz ser um cristão, mas ainda encontra plena satisfação nos prazeres e interesses do mundo, sua profissão é falsa. Se a sua alma pode deitar em repouso e considerar a cama longa o suficiente e o cobertor largo o suficiente para cobri-la nos aposentos do pecado, então você é um hipócrita e está longe de qualquer pensamento de Cristo ou de perceber quão precioso Ele é. Mas, por outro lado, se você sentir que poderia ceder ao pecado sem punição, e ainda assim essa seria a própria punição; e se você pudesse ter o mundo inteiro, e permanecer nele para sempre, e isso criaria uma miséria em você ao perceber que não mais sairia dele; pois o seu Deus - seu Deus - é o que a sua alma almeja: então tenhas bom ânimo, tu és um filho de Deus. Com todos os teus pecados e imperfeições, tem isso como teu conforto: se tua alma não tem descanso no pecado, tu não és semelhante ao pecador! Se ainda estiveres clamando e ansiando por algo melhor, Cristo não esqueceu de ti porque não esqueceste dEle. Aquele que crê não pode ficar sem o seu Senhor. Palavras são insuficientes para expressar seus pensamentos sobre Ele. Não podemos viver nas areias do deserto; queremos o maná que cai do alto. Nossos odres de confiança criatura não podem nos render nenhuma gota de água sequer, mas bebemos da rocha que nos segue, e essa rocha é Cristo. Quando se alimenta dEle, a sua alma pode cantar: “Ele satisfaz a minha boca com coisas boas, de modo que a minha juventude se renova como a da águia”. Mas se você não tiver Ele, seu barril de vinho transbordando e seu celeiro cheio não poderão dar-lhe nenhum tipo de satisfação, em vez disso lamente nas palavras de sabedoria, “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”. (C. Spurgeon, London) 8:43