"APENAS DOIS MENINOS"

1915

“Apenas Dois Meninos”

As palavras realmente o alegraram, e seu sangue se agitava todas as vezes que elas voltavam à sua mente. Ele se lembrava delas durante os dias e noites que seguiram. De fato, algumas vezes acordava de seu profundo sono no sofá duro e estreito no quarto de Marco, e percebia que estava dizendo-as quase alto para si mesmo. A dureza do sofá não impedia seu descanso, o qual nunca tivera antes na vida. Em contraste com o passado que ele conhecera, esta existência pobre era conforto que beirava o luxo. Ele entrava na velha bacia de banho todas as manhãs, sentava-se à mesa limpa, e poderia olhar para Loristan e falar com ele, e ouvir sua voz. Seu maior problema era que mal conseguia tirar os olhos dele, e estava um pouco receoso que ele poderia ficar irritado. Mas não aguentava perder um olhar ou um movimento que ele fazia.

No fim do segundo dia, ele achou o caminho, com um pouco de dificuldade, para o pequeno quarto de fundo de Lázaro, na parte mais alta da casa. ― Você me deixa entrar e conversar um pouco? ― ele disse.

Quando entrou, foi obrigado a se sentar na caixa de madeira de Lázaro, porque não havia nada mais para ele. ― Gostaria de perguntar para você. ― ele foi direto ao assunto ― Você acha que ele me nota olhando-o tanto? Não consigo parar… mas se ele detesta isso… bem… vou tentar e vou manter meus olhos na mesa.

― O Mestre está acostumado a ser observado. ― Lázaro respondeu.― Mas seria bom perguntar a ele. Ele gosta de diálogo franco.

― Quero descobrir tudo de que ele gosta e tudo de que ele não gosta. ― O Rato disse. ― Eu quero… não há nada… nada que você me deixaria fazer para ele? Não importa o que seja. E ele não precisa saber que você não está fazendo. Sei que você não desejaria parar com nada em particular. Mas você o serve dia e noite. Não poderia deixar alguma coisa para mim?

Lázaro penetrou nele com seus olhos perspicazes. Ele não respondeu por algum tempo. ― Ocasionalmente ― ele disse asperamente enfim. ― Vou permitir que você escove as botas dele. Mas não todo dia, talvez uma vez por semana.

― Quando vai me deixar escovar pela primeira vez? ― O Rato perguntou.

Lázaro refletiu. Suas sobrancelhas felpudas desceram sobre seus olhos como se isso fosse uma questão de estado. ― No próximo sábado. ― ele consentiu. ― Não antes. Eu direi a ele quando você escová-las.

― Não precisa ― disse O Rato. ― Não é que eu quero que ele saiba. Eu mesmo quero saber que estou fazendo alguma coisa para ele. Vou descobrir as coisas que posso fazer sem interferir com você. Vou pensar no que posso fazer.

― Qualquer coisa que alguém fizesse para ele estaria interferindo comigo ― disse Lázaro.

Agora era a vez de O Rato refletir, e sua face contorceu-se com novas linhas e dobras. ― Vou te falar antes de fazer qualquer coisa ― ele disse, depois de pensar bem no assunto. ― Você o serviu primeiro.

― Eu o tenho servido desde que ele nasceu ― disse Lázaro.

― Ele é… ele é seu ― disse O Rato, ainda pensando profundamente.

― Eu sou dele. ― foi a rígida resposta. ― Eu sou dele, e do jovem Mestre.

― É isso aí ― O Rato disse. Então uma meia-risada aguda escapou dele ― Eu nunca fui de ninguém ― ele acrescentou.

Seus olhos perspicazes captaram um olhar passageiro na face de Lázaro. Um olhar diferente, perturbado e repentino. Estaria ele com pena? Talvez o olhar significasse alguma coisa assim.

― Se você ficar perto dele tempo suficiente – e não precisa ser muito – você será dele também. Todos são – os que realmente almejam ser.

O Rato levantou-se e ficou o mais ereto que pôde ― Até que isso aconteça. ― ele deixou escapar ― Sou dele agora, do meu jeito. Eu era dele no minuto que olhou para mim com seus olhos profundos e convidativos. É como se eles pegassem e segurassem você e o fizessem ser dele, e você quer segui-lo. Eu vou seguir.

Naquela noite Lázaro contou para seu mestre a história da cena. Ele simplesmente repetiu palavra por palavra do que fora dito, e Loristan ouviu atenciosamente. ― Ainda não tivemos tempo para aprender muito sobre ele ― ele comentou ― Mas é uma alma fiel, eu penso.

Alguns dias depois, Marco sentiu falta do Rato logo depois da hora do café. Ele saíra sem dizer nada para as pessoas da casa. Não retornou por várias horas, e quando voltou parecia cansado. À tarde ele adormeceu no sofá no quarto de Marco e dormiu profundamente. Ninguém lhe fez perguntas, e também ele não deu explicações. No dia seguinte ele saiu novamente na mesma maneira misteriosa, e no outro, e no outro. Durante uma semana inteira ele saía e retornava com aquele olhar cansado; mas não explicou nada até que numa manhã, deitado no sofá antes de se levantar, ele disse para Marco:

― Estou praticando andar com minhas muletas. Não quero mais andar por aí como um rato. Quero ficar o mais parecido que eu puder com as outras pessoas. Cada manhã eu vou mais longe. Comecei com três quilômetros. Se eu praticar todo dia, minhas muletas serão como pernas.

― Posso andar com você? ― perguntou Marco.

― Você não se importaria em andar com um aleijado?

― Não se chame disso ― disse Marco. ― Podemos conversar juntos, e tentaremos lembrar tudo que vermos enquanto andarmos.

― Quero aprender a lembrar das coisas. Gostaria de me treinar nisso também ― O Rato respondeu. ― Eu daria qualquer coisa para saber algumas das coisas que seu pai ensinou para você. Tenho uma boa memória. Lembro de muitas coisas que não quero me lembrar. Você vai nesta manhã?

Naquela manhã eles foram, e foi dito a Loristan a razão da caminhada. Mas embora ele soubesse uma razão, não sabia de tudo. Quando foi permitido a O Rato fazer seu “turno” de escovar as botas, ele contou mais para Lázaro.

― O que eu quero fazer ― ele disse ― não é só andar tão rápido quanto as outras pessoas, quero andar mais rápido. Acrobatas treinam-se para fazer qualquer coisa. Treinamento é a solução. Pode vir um tempo quando ele precisará de alguém para ir numa missão rapidamente, e eu vou estar pronto. Vou me treinar até que ele não precise mais pensar em mim como se fosse apenas um aleijado que não pode fazer as coisas e precisa de cuidados. Quero que ele saiba que sou realmente tão forte quanto Marco, e onde Marco pode ir eu posso.

“Ele” era o que ele sempre falava, e Lázaro sempre entendia sem explicação. ― “O Mestre” é como você o chama ― O Rato explicara no começo. ― E eu não posso chamá-lo apenas de “Seu” Loristan. Soa como insolência. Se ele fosse chamado de “General” ou “Coronel” eu poderia tolerar – embora não seria exatamente o correto. Algum dia eu acharei um nome. Quando falo com ele, eu digo “Senhor”.

As caminhadas eram feitas todo dia, e cada dia eram mais longas. Marco se achava silenciosamente olhando O Rato, maravilhado com sua determinação e perseverança. Ele sabia que não devia falar sobre o que não poderia deixar de ver ao andarem. Não devia contar-lhe que ele parecia cansado e pálido e algumas vezes desesperadamente fatigado. Ele herdara de seu pai um discernimento o qual vê o que a pessoa não gosta de ser lembrada. Ele sabia que por alguma razão sua, O Rato determinara fazer isto, fosse qual fosse o custo. Algumas vezes sua face se tornava branca e exausta e ele respirava com dificuldade, mas nunca descansava mais que alguns minutos, e nunca voltava ou encurtava uma caminhada que eles planejaram.

― Diga-me alguma coisa sobre Samávia, alguma coisa para eu relembrar ― ele dizia, quando estava com a pior aparência. ― Quando começo a tentar relembrar, eu esqueço… outras coisas.

Então, enquanto andavam, eles conversavam, e O Rato ia pondo as coisas na memória. Ele era rápido nisso, e se tornava mais rápido a cada dia. Eles inventaram um jogo de relembrar as faces pelas quais passavam. Ambos decoravam-nas, e quando voltavam para casa Marco as desenhava. Eles foram aos museus e galerias e aprenderam coisas lá, fazendo de memória listas e descrições as quais à noite mostravam para Loristan, quando ele não estava ocupado de mais para falar com eles.

Ao passarem os dias, Marco viu que O Rato estava ganhando força. Isso o alegrava muito. Eles frequentemente iam ao Parque Hampstead6 e andavam ao vento e ao sol. Lá O Rato fazia alguns exercícios estranhos os quais ele acreditava que desenvolveriam seus músculos. Ele começou a parecer menos cansado durante e depois de sua jornada. Havia até mesmo menos dobras em sua face, e seus olhos perspicazes pareciam menos ferozes. As conversas entre os dois meninos eram longas e interessantes. Marco logo percebeu que O Rato queria aprender, aprender, e aprender.

― Seu pai pode falar com você quase como se você tivesse vinte anos. ― ele disse uma vez. ― Ele sabe que você pode entender o que ele está dizendo. Se ele tivesse que falar comigo, teria sempre que lembrar que eu sou apenas um rato que vivera em valetas e nunca vira nada mais.

Eles estavam conversando no seu quarto, como quase sempre faziam antes de dormirem e o brilho da lâmpada da rua entrava no cômodo pequeno e vazio. Várias vezes sentavam-se abraçando os joelhos, Marco na sua cama pobre, O Rato no seu sofá duro, mas nenhum dos dois tomava consciência da pobreza e nem da dureza, porque para cada um o senso de companheirismo era uma coisa satisfatória que os dois nunca haviam experimentado. Nenhum dos dois jamais conversara intimamente com outro menino, e agora eles estavam juntos dia e noite. Eles revelaram seus pensamentos um para o outro; contaram um ao outro coisas que nem mesmo pensaram em contar a alguém. De fato, eles descobriram sobre si mesmos, ao conversarem, coisas que nunca realmente souberam antes. Marco descobrira gradualmente que a admiração do Rato por seu pai era um sentimento apaixonado e interessante que o dominava totalmente. Ele evidentemente pensava nele a todo o momento. Então quando ele falava que Loristan sabia que ele era apenas um rato da valeta, Marco sentiu-se afortunado por lembrar-se de alguma coisa que pudesse falar.

― Meu pai disse ontem que você tem um grande cérebro e uma vontade forte. ― ele respondeu de sua cama. ― Ele disse que você tem uma memória maravilhosa que só precisa ser exercitada. Ele disse isso depois de olhar a lista que você fez das coisas que vira na Torre.

O Rato moveu-se em seu sofá e abraçou seus joelhos ainda mais forte. ― Mesmo? Foi isso que disse? ― ele falou.

Ele descansou o queixo nos joelhos por alguns minutos e olhou fixamente para frente. Então se virou para a cama. ― Marco, ― ele disse, numa voz um tanto rouca e um tanto forçada. ― você está com ciúme?

― Ciúme? ― disse Marco. ― por quê?

― Quero dizer, você alguma vez já ficou enciumado? Você sabe como é isso?

― Acho que não sei. ― respondeu Marco, um pouco pensativo.

― Você já ficou com ciúme do Lázaro porque ele está sempre com seu pai… porque ele está mais com seu pai do que você – e sabe sobre o trabalho dele – e pode fazer coisas para ele que você não pode? Quero dizer, você tem ciúme por… por seu pai?

Marco soltou os braços dos joelhos e deitou-se no seu travesseiro. ― Não, não tenho. Quanto mais pessoas amam e servem ele, melhor. ― ele disse. ― A única coisa com a qual eu me importo é… é ele. Eu só me importo com ELE. E Lázaro também. Você não?

O Rato estava muito agitado internamente. Ele estivera pensando muito nisso. O pensamento algumas vezes o apavorara. Ele poderia esclarecer tudo agora se conseguisse. Se pudesse chegar à verdade, tudo seria mais fácil. Mas será que Marco realmente contaria a ele?

― Você não se importa? ― ele disse, ainda rouco e ansioso ― Você não se importa com o quanto eu me interesso por ele? Isso poderia fazer você se sentir irado? Isso poderia fazer você pensar que eu não sou nada a não ser… o que eu sou mesmo… e que é uma audácia minha meter meu nariz e me prender a um cavalheiro que me pegou apenas por caridade? Aqui está a verdade viva: ― ele finalizou em uma explosão ― se eu fosse você e você fosse eu, isso é o que eu estaria pensando. Sei que estaria. Eu não poderia evitar. Eu veria cada coisa ruim que existisse em você, nas suas maneiras, na sua voz e na sua aparência. Eu não veria nada além do contraste entre você e eu e entre você e ele. Eu ficaria tão enciumado que eu simplesmente ficaria irado. Eu ODIARIA você, e o DESPREZARIA!

Ele se expressara com tal sentimento de paixão que fez Marco pensar que o que estava ouvindo significava emoções estranhas e fortes tais que ele mesmo nunca experimentara. O Rato estivera pensando muito sobre tudo isso em segredo por algum tempo, isso era evidente. Marco deitou-se imóvel por alguns minutos e pensou bem no assunto. Então ele achou algo para falar, assim como achara antes.

― Você faria isso, se estivesse com outras pessoas que pensassem da mesma forma ― ele disse ― e se você não tivesse descoberto que é um erro pensar desse modo, isso é até mesmo estúpido. Mas, veja, se você fosse Marco, você teria morado com meu pai, e ele teria contado a você o que ele sabe – o que ele tem descoberto por toda sua vida.

― O que ele descobriu?

― Oh! ― Marco respondeu, despreocupadamente. ― Apenas que você não deve espalhar pensamentos ruins pelo mundo, assim como você não deve soltar animais selvagens com raiva. Eles sempre acabam se virando contra você e cortando você em pedaços antes de estarem terminados.

― O que você quer dizer? O Rato falou ofegante.

― É assim. ― disse Marco, deitando-se calmamente no seu travesseiro duro e olhando para o reflexo da lâmpada da rua no teto. ― Naquele dia que eu entrei no seu Quartel, sem saber que você poderia pensar que eu estava espiando, isso fez você se sentir irado, e você jogou aquela pedra em mim. Se isso tivesse feito eu me sentir irado e eu tivesse avançado para brigar, o que teria acontecido com todos nós?

O espírito de general do Rato deu a resposta. ― Eu teria chamado o Pelotão para avançar com baionetas fixas. Eles teriam quase matado você. Você é um jovem forte, e teria ferido muitos deles. Uma nota de terror rompeu em sua voz. ― Que tolo eu teria sido! ― ele exclamou. ― Eu nunca teria vindo aqui! ― Eu nunca teria conhecido ELE! ― Mesmo com a luz da lâmpada da rua Marco podia vê-lo começar a parecer quase doente de desgosto.

― O Pelotão poderia facilmente ter quase me matado. ― Marco acrescentou. ― Eles poderiam ter me matado, se quisessem fazer isso. E quem poderia tirar algum bem disso? Teria sido apenas uma briga de moleques de rua – com a polícia e prisão no fim.

― Mas por você ter vivido com ele, ― O Rato ponderou ― você entrou como se não se importasse, e apenas perguntou por que a gente fez aquilo, e pareceu mais forte do que qualquer um de nós – e diferente – diferente. Fiquei imaginando qual era o problema com você; você foi calmo e firme. Eu sei agora. Era porque você foi como ele. Ele ensinou você. Ele sabe tudo.

― Ele sabe de muitas coisas melhor do que as outras pessoas pensam que sabem ― Marco disse. ― Ele diz que não são coisas estranhas ou anormais. São apenas simples leis da natureza. Você precisa estar de um lado ou de outro, como um exército. Você escolhe seu lado. Você constrói ou destrói. Ou você se mantém na luz onde pode ver, ou fica no escuro e luta contra qualquer coisa que se aproximar de você, porque não pode ver e pensa que é um inimigo. Não, você não teria ficado com ciúme se fosse eu e eu fosse você.

― E você NÃO está? ― A vós penetrante estava quase surda. ― Você promete que não está?

― Não estou. ― disse Marco.

O excitamento do Rato aumentou uma sombra enquanto despejava sua confissão. ― Eu estava com medo. ― ele disse. ― Estive com medo todos os dias desde que vim aqui. Vou ser bem sincero com você. Pareceu muito natural que você e Lázaro não me tolerariam, assim como eu não toleraria você. Pareceu muito natural que vocês trabalhariam juntos para me jogar para fora. Eu sei como eu teria feito. Marco… eu disse que seria sincero… estou com ciúme de você. Com ciúme de Lázaro. Fico cheio de inveja quando vejo que vocês dois sabem tudo sobre ele, e estão preparados e prontos para fazer qualquer coisa que ele quer que seja feita. Eu não estou pronto e não estou preparado.

― Você faria qualquer coisa que ele quisesse, estando preparado e pronto ou não. ― disse Marco. ― Ele sabe disso.

― Ele sabe? ― Você acha que ele sabe? ― Exclamou O Rato. ― Gostaria que ele me testasse. Eu gostaria.

Marco virou-se em sua cama e ergueu-se com o cotovelo no travesseiro de modo que encarou O Rato em seu sofá. ― Vamos ESPERAR. ― ele disse num cochicho. ― Vamos ESPERAR.

Houve uma pausa, e então O Rato cochichou também. ― Esperar para o que?

― Quando ele achar que nós dois estamos preparados para sermos testados. Você não vê como seríamos tolos se gastássemos nosso tempo sendo ciumentos, qualquer um de nós dois? Somos apenas dois meninos. Suponha que ele visse que somos apenas dois tolos ignorantes. Quando estiver com ciúme de mim ou de Lázaro, apenas vá e sente-se num lugar tranquilo e pense NELE. Não pense sobre si mesmo ou sobre nós. Ele é tão calmo que pensar sobre ele faz você mesmo ficar calmo. Quando as coisas vão mal ou quando estou sozinho, ele me ensinou a me sentar e me fazer pensar em coisas como… pinturas, livros, monumentos, lugares esplendidos. Isso põe as outras coisas para fora e faz sua mente funcionar corretamente. Ele não sabe que eu quase sempre penso nele. Ele mesmo é o melhor pensamento. Tente. Você não precisa ser ciumento. Você apenas PENSA que precisa. Você pode escolher não ser ciumento. Vai descobrir se sempre parar a tempo. Qualquer um pode ser um tolo se permitir, mas pode sempre parar se decidir. Não sou ciumento. Você deve deixar esse pensamento para lá. Você mesmo não precisa ser ciumento. Chute esse pensamento para a rua.

O Rato prendeu a respiração e levou os braços até os olhos. ― Ah! ― ele disse ― Se eu tivesse vivido perto dele sempre como você. Se eu pelo menos tivesse.

― Nós dois estamos vivendo perto dele agora. ― disse Marco. ― E aqui está uma coisa para pensar: ― disse inclinando-se mais para frente em seus cotovelos ― os reis que estiveram sendo preparados para Samávia esperaram todos esses anos; NÓS podemos nos preparar e esperar para que, se precisarem de apenas dois meninos para alguma coisa – apenas dois meninos – nós poderemos dar um passo à frente da linha quando vier o chamado e dizer “Aqui!” Agora vamos nos deitar e pensar sobre isso até adormecermos.

6Hampstead, que foi primeiro mencionado em relatos históricos em d.C 974, é um parque público com morros cobertas de grama, várias lagoas, bosques antigos, e trilhas de caminhadas. Este parque até hoje é um lugar favorito para os Londrinos respiraram um ar fresco e exercitarem. Back

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