A LENDA DO PRÍNCIPE PERDIDO

1915

A Lenda do Príncipe Perdido

Ao andar pelas ruas, Marco pensava em uma dessas histórias. Era aquela história que ouviu quando era bem pequenininho e que captou sua imaginação de tal forma que tinha pedido para que fosse recontada várias vezes. Era, na verdade, parte da longa história de Samávia e ele a amava por essa razão. Lázaro lhe tinha contado essa história muitas vezes, às vezes adicionando muitos detalhes, mas Marco gostava mais da versão de seu pai porque fazia as coisas mais emocionantes e vivas. Na viagem da Rússia, durante uma hora quando eles foram forçados a esperar numa estação onde estava bem frio na beira da estrada e estava demorando muito, Loristan discutiu este assunto com ele. Loristan sempre achava alguma maneira de transformar tempos difíceis e horas sem conforto em algo que passava o tempo mais facilmente.

“Que rapaz forte e bom – para um estrangeiro,” Marco ouviu um homem falar para o seu companheiro na sua caminhada aquela manhã. “Parece um Polaco ou um Russo”. Foi isso que fizera os pensamentos dele voltar para a história do Príncipe Perdido. Ele sabia que a maioria das pessoas que o olhavam e o chamavam de um “estrangeiro” não tinham nem ouvido falar de Samávia. Aqueles que por acaso tinham uma lembrança da existência só sabiam que era um país pequeno e bravio colocado no mapa de forma que os países vizinhos maiores sentissem que deveriam controlar e mantê-la em ordem e, consequentemente, a invadiam e lutavam contra seu povo e entre eles mesmos para possuí-la.

Mas nem sempre fora assim. Era um país muito, muito antigo e séculos atrás era celebrado como um lugar cheio de paz e alegria e prosperava na sua beleza. Seu povo, naquele tempo, eram pastores e cuidadores de rebanhos que possuíam ricas colheitas e rebanhos esplêndidos que eram a inveja de muitos países que tinham terreno menos fértil. Entre os pastores e cuidadores de rebanhos haviam poetas que cantavam os seus cânticos e tocavam suas flautas com suas ovelhas pelas montanhas e vales cheios de flores. Seus cânticos eram sobre patriotismo, coragem, e fidelidade para os seus líderes e seu país. Uma simples cortesia de um dos mais pobres camponeses era tratada como uma coisa nobre. Mas isso, Loristan tinha lhe falado com um sorriso meio cansado, era como Samávia fora antes de ser influenciada pelos outros países.

Quinhentos anos atrás, um rei ruim e fraco subiu ao trono real. O pai desse rei só morreu aos noventa anos e o filho ficou cansado de esperar em Samávia para ser coroado. Então foi viajando pelo o mundo e visitando outros países e suas cortes. Quando voltou e se tornou rei, viveu como nenhum outro rei de Samávia tinha antes. Ele era um homem gastador e vicioso que ficava zangado, amargurado, e com ciúmes facilmente. Tinha inveja das cortes e países maiores que vira e tentou introduzir os costumes e ambições dos outros países que tinha visitado. Ele acabou introduzindo seus piores vícios e enganos. Levantou então disputas e partidos políticos muito brutais. Dinheiro era desperdiçado e até pobreza começou pela primeira vez e as pessoas do país ficaram com olhos arregalados.

Os samavianos, confusos no começo, eventualmente ficaram furiosos. Juntava-se multidões e tumultos de homens e depois uma batalha sangrenta. Sendo que era o rei que tinha começado todo esse mal, eles não queriam nem mais saber dele. Eles iam depô-lo e colocar o seu filho como rei no seu lugar. Era nessa parte da história em que Marco estava sempre mais interessado. O jovem príncipe era totalmente diferente de seu pai. Ele era um verdadeiro rei samaviano. Era mais alto e forte de todos da mesma idade dele no país inteiro, e também era tão bondoso quanto honesto. Ainda mais do que isso ele tinha um coração de leão, e antes dele ter dezesseis anos, os pastores já tinham começado a fazer canções sobre a coragem desse jovem e sua cortesia real e a bondade generosa. Não somente os pastores e homens com rebanhos cantavam esses cânticos, mas as pessoas das ruas. O rei, pai desse príncipe, sempre tinha inveja do seu filho mesmo quando ele era uma criança majestosa a quem pessoas gritavam com alegria quando passava pelas ruas. Quando o rei voltou das suas jornadas e viu como as pessoas amavam o seu filho, ele o detestou ainda mais. Quando as pessoas começaram a clamar e exigir que o rei deveria abdicar, ele ficou louco de raiva e cometeu tantas crueldades que as pessoas também ficaram violentas.

Um dia as pessoas invadiram o palácio, mataram e tiraram o poder dos guardas, correram para o quarto real, e invadiram o quarto particular onde o rei estava tremendo com terror e fúria. As pessoas o cercaram com suas espadas desembainhadas e sacudiram-nas na cara dele e fizeram uma promessa que ele não seria o rei mais e deveria sair do país. Mas, onde estava o príncipe? Eles precisavam ver o príncipe e avisá-lo deste ultimato que estavam dando ao rei. Era ele quem queriam como o seu rei. Eles cofiavam nele e iriam obedecê-lo. E então todos juntos começaram a gritar, “Príncipe Ivor, Príncipe Ivor, Príncipe Ivor!” Mas não veio nenhuma resposta. As pessoas do palácio foram todas se esconder e o palácio ficou completamente silencioso.

O rei, apesar de todo o seu terror, não pode evitar de zombar. “Chame-o de novo.” Ele falava. “Ele está com medo de sair do seu buraco!”

Um homem selvagem das montanhas bateu-lhe na boca e gritou, “Ele?! Com medo!”. “Se ele não vem é porque você o matou e, se isso for verdade você é um homem morto!”

Isso deixou as coisas ainda mais agitadas. As pessoas saíram, deixando três para traz vigiando o rei, correndo pelos quartos vazios do palácio e gritando o nome do príncipe. Mas não veio nenhuma resposta. Eles o procuraram com muito frenesi, abrindo as portas repentinamente e derrubando cada obstáculo que estivesse na sua frente. Um pajem que foi achado escondido num quartinho falou que tinha visto Sua Alteza Real passar pelo corredor cedo aquela manhã e que estava cantando para si mesmo um dos cânticos dos pastores. E nessa estranha maneira foi que começou a história de Samávia. Quinhentos anos antes dos dias de Marco aquele jovem príncipe tinha andado cantando quietamente para si mesmo um dos velhos cânticos da beleza e alegria de Samávia, mas nunca mais foi visto.

Em cada cantinho e buraco, alto e baixo, eles o procuravam, acreditando que o rei tinha lhe colocado numa prisão em algum lugar secreto, ou tinha o matado secretamente. A fúria das pessoas foi até o ponto de frenesi. Tinham sempre novas revoltas e a cada poucos dias que passavam o palácio era atacado e vasculhado de novo. Mas nenhum sinal do príncipe foi achado. Ele tinha sumido como uma estrela some quando cai do lugar dela no céu.

Durante uma invasão no palácio, quando a última e infrutífera procura foi feita, o próprio rei foi morto. Um poderoso nobre que era o cabeça de uma das invasões se fez rei no lugar do rei que foi morto. Daquele ponto em diante, aquele pequeno reinado esplendido se tornou como um osso que os cachorros brigam para ter. A paz que tinha foi esquecida. Aquele país foi rasgado, atormentado e abalado pelos outros países mais fortes. Rasgou e atormentou a si mesmo com as brigas internas. Assassinava os reis e criava outros. Nenhum homem jovem poderia saber quem iria servir quando ficasse mais velho, ou se suas crianças iriam morrer em uma batalha fútil, ou se eles iam passar por tempos desagradáveis de pobreza, crueldade e leis inúteis. Não haviam mais pastores e cuidadores de rebanhos que eram poetas, mas nas encostas das montanhas e nos vales algumas vezes velhos cânticos eram cantados. Os que as pessoas gostavam mais eram os cânticos sobre um Príncipe Perdido que se chamava Ivor. Se ele tivesse sido rei, ele salvaria Samávia, as estrofes falavam, e todos os corações corajosos acreditavam que ele voltaria. Nas cidades modernas quando alguma coisa era basicamente improvável de acontecer, as pessoas brincavam falando, “Sim, isso vai acontecer quando o Príncipe Ivor voltar”.

Nos dias de criança, Marco tinha ficado amarguradamente perturbado com esse mistério sem explicação. Onde que o Príncipe Perdido tinha ido? Será que foi morto ou escondido num calabouço? Mas ele era tão grande e corajoso que iria sair de qualquer calabouço. O menino tinha inventado para si mesmo uma dúzia de maneiras de como essa história terminava. “Ninguém nunca achou sua espada ou seu chapéu – ou ouvido nada ou adivinhado alguma coisa sobre ele nunca… nunca… nunca?” Marco falava de novo e de novo.

Numa noite de inverno, sentado junto com seu pai perto de uma fogueira num quarto frio e numa cidade fria da Áustria ele estava muito ansioso e perguntou tantas perguntas que o seu pai deu a ele uma resposta que ele nunca tinha lhe dado antes, e que era mais ou menos um final da história, mas não um final satisfatório.

“Todo mundo tem adivinhado como você está adivinhando. Alguns velhos pastores nas montanhas que gostam de acreditar em histórias antigas relataram uma história que a maioria considera um tipo de lenda. A história começa quase cem anos depois que o príncipe foi perdido quando um velho pastor contou uma história que o seu pai, o qual tinha morrido muito tempo atrás, havia lhe contado logo antes de morrer. O pai tinha falado que numa manhã cedo, ao caminhar na encosta da montanha, tinha achado na floresta o que a princípio parecia para ele um corpo morto de um jovem caçador. Algum inimigo tinha certamente atacado ele por traz e pensara que o tinha matado. Porém, ele não estava totalmente morto e o pastor o carregou para dentro de uma caverna que ele mesmo muitas vezes se refugiava de tempestades com o seu rebanho. Já que tinha tanta confusão na cidade, ele estava com medo de falar do que tinha achado. E quando descobriu que estava abrigando o príncipe, o rei já tinha sido morto e um homem ainda pior tinha tomado posse do seu trono e reinava Samávia com uma mão pesada e cheia de sangue. Para o apavorado e simples pastor a coisa mais segura a fazer era tirar esse jovem ferido para fora do país, antes que tivesse uma mínima possibilidade de alguém o achar e francamente o assassinar, o que sem dúvida ia acontecer. A caverna em que estava se escondendo não era longe da fronteira, e quando o príncipe estava ainda muito fraco, tão fraco que quase nem estava consciente do que acontecia, foi contrabandeado para o outro lado da fronteira dentro de uma carroça cheio de couros de carneiros. E o pastor voltou para seu rebanho e para as montanhas e viveu e morreu lá, sempre com terror das mudanças de líderes e suas batalhas selvagens uns contra os outros. As pessoas das montanhas falavam entre si, ao passar das gerações, que o Príncipe Perdido deveria ter morrido jovem, porque caso contrário ele iria voltar ao seu país e tentar restaurar os dias do passado da sua bondade”.

“Sim, ele iria ter voltado,” Marco falou.

“Ele teria voltado se tivesse visto que poderia ajudar seu povo,” Loristan respondeu como se não refletisse somente numa história que fosse uma lenda. “Ele era bem jovem, e Samávia estava nas mãos de uma nova dinastia, e cheia com seus inimigos.” Ele não poderia atravessar a fronteira sem um exército. Ainda, eu acho que ele morreu jovem.

Era essa história em que Marco pensava ao andar, e talvez os pensamentos que enchiam sua mente estavam expressos na sua face de tal maneira que iriam atrair a atenção de alguém. Ao se aproximar de Buckingham Palace, um homem bem vestido com uma ilustre aparência e com ótimos olhos o notou de repente e, ao olhá-lo mais de perto, diminuiu a sua velocidade ao se aproximar dele na direção oposta. Um observador pensaria que ele tinha visto algo e aquilo o deixou confuso e o surpreendeu. Mas Marco nem tinha o reparado e ainda continuava adiante pensando sobre os pastores e príncipes. O homem bem vestido e conhecido começou a andar ainda mais devagar. Quando estava bem próximo de Marco, ele parou e lhe falou algo, na linguagem samaviana.

― Qual e seu nome? ― Ele perguntou.

O treinamento de Marco desde quando era uma criancinha tinha sido extraordinário. O amor que tinha por seu pai fez com que esse treinamento parecesse simples e natural para ele e nunca tinha questionado a razão para esse treino. Da mesma maneira que fora ensinado a ficar silencioso, fora ensinado a controlar a expressão no seu rosto e na sua voz, mas, acima de tudo isso, de em nenhum minuto aparentar que algo tivesse o pego de surpresa. Mas nesta ocasião poderia ficar surpreso pelas palavras extraordinárias samavianas pronunciadas de repente numa rua de Londres por um senhor inglês. Marco poderia até ter respondido em samaviano, mas não foi o que fez. Ele simplesmente levantou seu chapéu e cortesmente respondeu em inglês: ― Como disse?

Os olhos inteligentes e perspicazes desse senhor o examinaram de cima para baixo. E ai ele também falou em inglês. ― Será que você não me entende? Eu perguntei seu nome porque você me parece muito com um samaviano que eu conheço, ― ele disse.

― Eu sou Marco Loristan ― o menino o respondeu.

O homem o olhou diretamente nos seus olhos e sorriu. ― Esse não era o nome do menino que eu estava pensando, ― ele falou. ― Me perdoe, meu menino. ― Ele estava pronto para continuar e até certamente tomaria alguns passos quando pausou e virou para Marco novamente. ― Você pode falar para seu pai que você é um menino bem treinado. E eu queria saber por mim mesmo. ― E então continuou.

Marco sentiu seu coração bater mais rápido. Isso era uma das várias ocorrências que tinha acontecido durante os últimos três anos, e o fez sentir que estava vivendo em dias tão misteriosos que davam a entender que poderiam ser perigosos. Mas antes ele mesmo nunca parecia estar envolvido. Porque iria fazer alguma diferença de eu ser um menino bem educado? Aí ele lembrou algo. O homem não tinha falado que ele era “bem educado”, mas sim que era “bem TREINADO”. Marco sentiu sua testa comichar um pouco ao pensar no sorriso e no olhar perspicaz que tinha se fixado diretamente nele. Será que o homem tinha lhe dito algo em samaviano como um tipo de teste para ver se ele iria ficar espantado e iria esquecer que tinha sido treinado a parecer saber somente a língua do país que estava temporariamente morando? Mas ele não tinha esquecido e ficou grato que não tinha traído nada. “Até exilados podem ser soldados samavianos. Eu sou um e você deve ser um também,” o seu pai tinha dito naquele dia um tempo atrás quando ele o fez tomar as promessas. Talvez lembrar de seu treinamento fosse ser um soldado.

Nunca antes Samávia precisara de ajuda como agora estava. Dois anos atrás, um rival reivindicador ao trono tinha assassinado quem reinava e todos os seus filhos naquela época, e, desde aquele dia, as batalhas sangrentas e a desordem estavam furiosas. O novo rei era um homem poderoso e as piores pessoas e os mais egoísticos o seguiam. Países vizinhos tinham interferido pelo seu próprio interesse e os jornais estavam cheios de história de batalhas selvagens, crueldades, e camponeses passando fome.

Uma noite Marco entrou na sua pensão bem tarde e achou Loristan andando de um lado para o outro como um leão na sua jaula. Um papel estava esmagado e rasgado em suas mãos e seus olhos estavam cheios de fogo. Ele estava lendo sobre as crueldades impostas sobre pessoas pobres, mulheres e crianças inocentes. Lázaro estava pasmado olhando para ele em pé com grandes lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Quando Marco abriu a porta, o velho soldado andou fortemente até ele e o fez virar e guiou-o para fora do quarto.

“Desculpe, senhor, desculpe!” ele chorou. “Ninguém o pode ver assim, nem você. Ele sofre tão horrivelmente”. Ele ficou em pé perto de uma cadeira no pequeno quarto de Marco, onde mais ou menos o empurrou para entrar. Abaixou sua cabeça grisalha e chorou como uma criança que havia apanhada.

“Por favor, Deus daqueles que estão em tanta dor, certamente agora é a hora de trazer de volta o nosso Príncipe Perdido!” ele falou e Marco sabia que as palavras eram uma oração e ponderava na intensidade delas porque parecia uma coisa muito absurda orar para um retorno de um menino que tinha morrido há quinhentos anos atrás.

Quando chegou perto do palácio, Marco ainda estava pensando no homem com quem tinha conversado, e ainda pensava nele enquanto olhava para os prédios cinzas e majestosos e contava o número de andares e janelas. Ele andou envolta deles para colocar na sua memória o tamanho e a aparência das suas entradas e de ter uma ideia do tamanho dos seus jardins. Ele fez isso porque era parte do seu jogo, e também parte do seu treinamento diferente.

Quando chegou de novo na frente do prédio, ele viu a grande entrada da corte e dentro das grades altas de ferro viu uma carruagem elegante, mas quieta que estava fechada aproximando-se da entrada. Marco ficou em pé olhando com interesse para ver quem iria sair dela e entrar. Ele sabia que reis e imperadores que não estavam em desfiles pareciam somente com um senhor bem vestido e muitas vezes escolhiam sair simples e quietamente como outros homens fazem. Então pensou que se talvez esperasse iria ver uma daquelas faces bem conhecidas que representa uma pessoa com uma posição mais alta e poderosa na monarquia do país e que nos tempos passados tinha representado o poder de vida ou morte humana e liberdade.

“Gostaria de falar para o meu pai que eu vi o Rei e conheço seu rosto, como conheço os rostos do czar e dos dois imperadores”.

Os altos servos vestidos com uniforme escarlate real se movimentaram um pouco e um homem de mais idade desceu as escadas seguido por outro. O homem entrou na carruagem e o outro o seguiu. As portas da carruagem fecharam e a carruagem foi até as grades de entrada onde as sentinelas fizeram suas continências.

Marco estava perto o suficiente para ver claramente. Os dois homens estavam conversando como se estivessem bem interessados. O rosto que estava mais longe dele era o rosto que vira várias vezes nas vitrinas de lojas e em jornais. O menino fez sua continência rápida e formalmente. Ele era o Rei; e, ao sorrir e reconhecer a continência, falou para o seu companheiro: ― Aquele bom rapaz faz continência como se fosse parte do exército, ― ele falou, mas Marco não pode ouvi-lo.

Seu companheiro inclinou-se para ver pelas janelas da carruagem. Quando viu Marco, uma expressão singular tomou conta do seu rosto. ― Ele faz parte de um exército, senhor, ― o companheiro respondeu ― mesmo que não saiba disto. O nome dele é Marco Loristan. Foi então que Marco o viu claramente. Ele era o homem com olhos perspicazes que tinha lhe falado em samaviano.

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