Deixando Jesus Ser o Senhor

Interceptado

25/6/1999

(alguns pensamentos de um irmão aqui para alguns santos... que eu captei e estou passando para vocês) :)

Vários pensamentos e passagens passaram pela minha mente durante a última semana no que se refere a Jesus ser o Senhor da minha vida. Estou chegando à conclusão de que eu não tenho vivido sob Seu Senhorio de forma plena e completa. Vou tentar explicar o que quero dizer com isso, na esperança de que todos nós possamos aprender juntos como entregar completamente tudo a Ele.

Em um ambiente “religioso” normal, Senhorio é interpretado da seguinte forma:

* Seja ético em todas as suas práticas de negócios.

* Seja fiel ao seu marido ou esposa.

* Não minta, não se embriague nem seja controlado por qualquer vício.

* Participe de cultos religiosos regularmente.

* Ajude os pobres quando puder.

* Passe pelo menos algum tempo alcançando os perdidos.

É basicamente isso! A lista é mais longa para alguns e menor para outros, mas ainda está faltando a questão fundamental. Neste modelo defeituoso nossa vida ainda PERTENCE a NÓS MESMOS. Temos “DIRETRIZES” para seguir, mas tudo está firmemente sob nosso controle. Nós nos empenhamos em ser morais e cumprir alguns deveres “para Deus”, mas no fundo, ninguém é nosso dono. Decidimos quando dormir; quanto dormir (sem ser preguiça total); quando comer; quanto comer (sem ser gula evidente); onde morar; quando tirar férias; aonde ir nas nossas férias; com o que gastar nosso dinheiro (após dar o dízimo é claro); quando ter filhos; quantos filhos ter. Etc. ...

A lista é infinita. O Senhorio de Jesus é visto da mesma maneira que a Constituição dos EUA foi vista quando foi ratificada: “Os poderes não especificamente atribuídos ao governo federal pertencem a cada Estado.” Se Jesus proíbe um comportamento, eu paro este comportamento específico... mas a minha vida ainda é minha. Quando alguém lê a passagem em que Jesus diz: “A menos que você abandone tudo você não pode ser meu discípulo”, vem a resposta rápida — isso significa que devemos ESTAR DISPOSTOS a abandonar qualquer coisa se isso for pedido. Já que ninguém espera uma voz audível pedindo seu carro, casa ou trabalho — então damos um suspiro de alívio e vamos para o próximo tópico.

Acho que todos nós podemos ver as falácias dessa forma de ver a vida. Por outro lado, ainda é muito fácil errar o alvo, simplesmente adicionando mais 100 coisas à lista. Além de seu velho paradigma de religião, adicione estas 50 coisas à sua lista de coisas para fazer, e adicione estas 50 coisas à sua lista de coisas para parar de fazer. Há mais “comprometimento”, mas o resultado final é somente uma lista maior. Não estamos realmente mais perto do verdadeiro Senhorio. Talvez mudemos um monte “do que fazemos”, mas não mudamos “quem somos” no nível mais profundo.

Este versículo de Provérbios passou pela minha cabeça durante toda a semana: “Confia no Senhor e nunca em ti mesmo. Em tudo o que fizeres põe Deus em primeiro, e Ele te dirigirá nos teus caminhos.” Isso é o que eu quero! Eu quero Jesus me guiando em todos os aspectos de CADA DIA. Mas isso não acontece por si só. Tenho que fazer o esforço para “CONFIAR” Nele em tudo. Isso significa que meço todos os aspectos da vida: comida, sono, “tempo de lazer”, ética no trabalho, colegas de trabalho, filhos, casamento, esportes, gestão financeira, cada relacionamento em Sua luz. Durante o dia todo, todos os dias... com mãos abertas, com vida rendida. Ao tomar essa atitude ou fazer isso, eu sinto Seu favor ou desfavor?

Futebol ou ajudar o Carlos a lavar o carro? Não é a minha decisão! Na verdade essa é a questão — não é minha decisão. É possível visualizar o Senhorio de Jesus da mesma forma que um rapaz de 18 anos vê o seu alistamento militar. “Eu não estou no exército, mas eu me alistei. Se eles precisarem de mim — ELES ME CHAMARÃO!” Estou “disposto” a fazer o que Deus me pedir — mas até Ele me pedir, vou escolher como gastar o “meu” tempo. Essa pode ser a versão “americana” de seguir Jesus, mas não é a Bíblica. (Na verdade, essa é a “versão americana consagrada.” A versão mais comum é: “Eu creio que Jesus existe, e eu aceito o Seu perdão. Sua graça cobre todas as minhas fraquezas, então vou viver do jeito que eu quiser. Agora não me perturbe.”) O fato de que a primeira versão tenha parecido tão nobre só mostra o quão longe nós caímos.

Ao contrário, é a nossa responsabilidade descobrir o que Ele quer que façamos agora!!!!!!!

“Buscai primeiro o Reino e a Sua Justiça” e “o Reino está dentro de você.” Persiga o Reino. Faça do Reino a sua principal prioridade. Isso é uma ordem! Ele não disse: “Esteja disponível para o Reino tanto quanto puder”, ou “esteja de plantão no caso de haver uma necessidade.” Ele disse: “Buscai isso em primeiro lugar!”

Buscar primeiro o Reino é tanto corporativo quanto pessoal. Por um lado, nós vivemos nossas vidas com a Igreja, na Igreja e para a Igreja, como irmãos entre irmãos. De acordo com as escrituras, cada membro PERTENCE aos outros membros. E em outro sentido, nós buscamos primeiro o Reino certificando-nos de que todos os aspectos do nosso próprio caráter, vontades e prioridades estão Sob Seu governo! Essa atitude — é Seu Reino ou meu Reino? Esta decisão — é para o Seu Reino ou para o meu Reino? Quem estou promovendo?

É nossa missão a cada dia levar todo pensamento cativo. Pegar cada atitude e trazê-la em sujeição. Pegar todo momento e entregá-lo a Ele. Todo relacionamento. Toda ação. Todo pensamento.

A verdadeira questão é: a quem a sua vida pertence? No âmago de quem você é, a sua vida pertence a você? Ou você já rendeu tudo: toda a esperança de como a vida iria acabar, todos os sonhos do que você queria ter ou ser, todo medo do futuro, e todas as decisões sobre todos os aspectos da sua vida? Quem detém as rédeas?

O Rei Davi (um tipo de Jesus) se tornou rei porque um grupo de vagabundos se ajuntaram em torno dele e “determinaram fazê-Lo Rei à força.” Esse mesmo tipo de violência é necessário em nossos próprios corações. Jesus nos permitirá ter o nosso próprio jeito se quisermos. Ou podemos colocar nossos pescoços na Sua luz e suave jugo. É a nossa escolha. Ele não vai nos forçar a nos submetermos a Ele. Mas Ele nos permitirá, por Sua misericórdia, experimentar a pobreza de espírito que vem de pertencer a nós mesmos.

*** Pensamento 1:

Agora, aqui está como você pode se sentir se não estiver vendo as coisas corretamente. 1) Isso dá muito trabalho. Isso é legalismo. Isso é muito complicado. Eu nunca poderia viver dessa maneira. Se eu tiver que perguntar Jesus sobre cada coisinha, eu nunca farei nada. Ou 2) Isso causa medo. Se eu submeter tudo a Jesus, então nunca vou conseguir dormir o suficiente, comer o suficiente ou ter qualquer tipo de divertimento. Preciso cuidar de mim mesmo. Quero encontrar uma maneira de seguir sem perder minha própria vida.

A segunda resposta é incredulidade e falta de confiança no caráter de Deus. Você realmente acha que Ele quer que você seja um exausto, definhado, estoico — correndo prá lá e pra cá fazendo o bem como alguns monges abatidos? Isso é ridículo! Ele é um bom Pai. Se você não confiar Nele para ser completamente o dono de seu homem interior, então você nunca vai experimentar a “alegria indizível e cheia de glória.” Não troque o ensopado de autopreservação pelo seu direito de primogenitura.

Por outro lado, Ele gosta de nos desafiar. Ele quer nos ensinar a andar no caminho da cruz. Não tem como REALMENTE VIVER sem morrer. Esse é o acordo. Mas, não há nada a temer. Toda a cena acontece na palma da Sua mão. Dormir mais tarde algumas noites ou levantar bem cedo não vai nos machucar — vai nos fazer até bem. Ficar sem comer por algumas refeições também não vai nos machucar. Os sacrifícios que somos chamados a fazer ao longo do caminho, embora sejam difíceis enquanto duram, são para o nosso bem supremo. Eles nos aprofundam como pessoas e nos permitem desfrutar mais plenamente dos dons que o Pai dá. O sacrifício não nos deixa mais empobrecidos. Somos enriquecidos!

A primeira resposta está errada também. (Em muitos aspectos, mas aqui está um.) Ela admite que a rendição completa sempre significa que devemos fazer a “escolha difícil”. Isso é comer da árvore errada — da árvore do conhecimento do bem e do mal. Foi assim que os mosteiros vieram a existir. A ideia era: se eu seguir Deus com todo o meu coração, vou recusar participar de qualquer coisa que eu como pessoa goste. Isso não é como Deus é. Ele inventou o paladar. Os alimentos poderiam ter sido unidades combustíveis sem sabor; mas Ele escolheu, como um presente para nós, dar sabor aos alimentos. (Isso não é uma licença para saciar nossa carne. É simplesmente uma declaração de que Deus é bom e AMA dar boas coisas aos Seus filhos.)

Como você sabe que a entrega a Ele não vai significar mais horas de sono em vez de menos? Em algumas ocasiões pode ser. Especialmente para pessoas com uma tendência a seguir regras. Pode significar sorvete em vez de salada? Isso pode significar ler uma história em quadrinhos em vez de Sparks. Mas, o que isso significa, acima de tudo, é que nós não seguramos a decisão final. Nós rendemos o direito de DECIDIR e estamos PERFEITAMENTE felizes com qualquer escolha que o Pai possa fazer a qualquer momento, porque nós confiamos Nele! Não temos que perseguir nossas próprias necessidades. Confiamos que o nosso Pai vai nos dar o que precisamos quando precisamos. Sem medo e sem tentar proteger a nós mesmos.

Ele quer que sejamos úteis e santificados. Ele não quer nos ver nos envenenando por sermos escravizados à falsidade da Matrix. Então, como um bom Pai, Ele vai nos libertar de grande parte da tranqueira da Terra. Ele vai pedir para nos abstermos de algumas coisas. Outras coisas Ele nos dará de presente, mas nos pede para sermos autocontrolados.

Ele ama dar bons presentes a Seus filhos. Imagine fazer brigadeiros para seus filhos. Partiria seu coração se eles recusassem comer pensando que você não quer que eles comam coisas que eles gostam. Por outro lado, partiria seu coração ainda mais se eles se fartassem de forma egoísta, ignorando as outras crianças e esquecendo-se de ser gratos. Um presente é para ser uma expressão de afeto de um coração para outro coração. O presente em si não tem valor.

Ouça isto: Quando você lê uma história em quadrinhos sem estar sob Seu governo, é superficialidade ou algum tipo de autoindulgência. E você ficará com o sentimento de morte e separação no seu interior. Mas quando você lê uma história em quadrinhos sob Seu governo (o que é muito possível, seu monge bobo :)) — isso é companheirismo! Isso pode trazer vida e pode realmente tornar você mais atento em vez de mais insensível.

Por outro lado: quando você lê a Bíblia, e NÃO está sob Seu governo, isso é RELIGIÃO. Não vai torná-lo mais sensível, vai torná-lo duro e autosatisfeito. Você vai se sentir bastante espiritual e vai julgar outras pessoas que não fazem tantas coisas boas quanto você. Citando Paulo: “A verdade que tinha a intenção de trazer vida, na verdade trouxe morte.” Apenas comunhão com Jesus nos mantém sensíveis, dependentes e humildes. As pessoas que passavam mais tempo lendo “a Bíblia” foram aquelas que O mataram durante a Sua primeira visita aqui.

***Pensamento 2:

Se nos submetemos completamente ao Seu Governo, então nós temos a proteção completa das paredes que o Seu Governo proporciona. Não é suficiente viver perto de uma cidade murada. A fim de ser poupado da carnificina de bandos de viajantes atacantes, devemos viver dentro das muralhas da cidade. Proteção e Provisão são para aqueles DEBAIXO do governo.

O que quero dizer? Se eu não der a Jesus o controle completo sobre meu talão de cheques, então não devo esperar Sua ajuda para controlar meu apetite por comida, ou olhar distraído, ou qualquer outra coisa. Na verdade, é do meu interesse me deixar cair de cara no chão. Qual a vantagem em ter mais autocontrole se o meu pescoço não está em Seu jugo? Isso me envia a mensagem errada. “Seja um cara basicamente bom e eu vou ajudá-lo a ser forte quando a tentação vier.” Por quê? Isso só serve para ancorar minha vida independente.

Quando o jovem rico sentiu um vazio em sua vida, ele foi até Jesus para conseguir ajuda. Ele tinha sido um “bom menino” toda a sua vida, mas de alguma forma, no seu interior, ele sabia que estava faltando alguma coisa. O que Jesus disse a ele? “Basta ser mais generoso com seu dinheiro — talvez isso resolva seu problema”? Não. “Renuncie! Deixe TUDO e Me siga! Toda a sua riqueza, seu status e sua posição — largue tudo isso e Me siga”.

Essa não era a resposta que ele queria ouvir. É muito provável, levando em consideração tudo o que é dito sobre ele, que ele teria correspondido a uma resposta que exigisse mais compromisso, desde que ele pudesse ficar no controle. “Dê 50% dos seus ganhos para fundar uma instituição de caridade. Você pode até mesmo ser o presidente se quiser.” Ele, provavelmente, aceitaria ardentemente essa opção. Assim ele ainda “pertenceria” a si mesmo. Mas o vazio em seu coração ainda seria muito grande. A fim de encontrar a vida Zoe — vida sem princípio nem fim (que era o que ele veio procurando), ele precisava abrir mão de ter controle completo de sua própria existência.

É o mesmo conosco. A fim de achar as nossas vidas devemos perdê-las. Não há outro caminho. E a aplicação disso é a busca apaixonada pelo Senhorio do Espírito de Jesus. Então o governo pode estar em Seus ombros, ao qual pertence. Nós não fomos feitos para governar nossas próprias vidas, e quando tentamos, isso só leva à miséria. Abra as mãos, olhe-O nos olhos e peça-O tão sinceramente quanto souber: “E agora, Jesus?” (E, na medida que você trabalha isso, peça àqueles em torno de você para ajudá-lo a resolver os seus motivos, assim poderá ouvi-Lo com mais clareza, sem o preconceito do seu próprio querer cegar você para a Sua voz.)

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