Aprendendo a Confiar em Nosso Pai: Vencendo Nossa Teimosia

28/11/1998

Compreenda que a sua própria vida é semelhante às vidas de nossas pequenas sombras, nossas criancinhas. Quando entender como Jesus pensou sobre todas as crianças com as quais que Ele estava lidando, a vida passa a fazer mais sentido.

Às vezes você vê uma criancinha pulando no colo de alguém e você percebe como ela é uma gracinha, mas ao mesmo tempo ela ainda tem pensamentos sobre aquilo que deseja. Ela pode ter muitas opiniões, e você pode notar isso em seus olhos. Ela quer o que quer e vai esforçar-se para alcançar isso e até fica agitada quando não consegue o que quer. Há uma expressão em seu olhar que mostra que ela sabe exatamente o que quer e não vai esquecer tão facilmente. Ela tem uma opinião e não quer olhar para onde deve olhar. Um segundo está com você, mas logo está em outro lugar, tocando sua vida com toda força. O processo de criar esse filho é de pegar seu rosto e segurar até que ele não esteja mais no controle. Precisamos administrar orientação e direção de caráter que o deixa saber que não está no controle de suas próprias circunstâncias. Ele não é Deus e não tem o direito de decidir o que quer e quando quer.

Existe um processo de modelar uma criança para que se torne maleável e para que confie . É a mesma coisa conosco e às vezes isso significa que nossas vontades precisam ser conquistadas. Nossas vontades precisam ser desafiadas. E quanto mais difíceis nós somos, mais Deus precisa nos desafiar. No caso de Lázaro, que tragédia Deus permitiu—uma tragédia terrível. Um homem querido, Lázaro, morreu e Jesus disse: “Estou feliz que ele tenha morrido”. Deus tem que nos ensinar a aprender a confiar. Jesus disse isso da morte de seu querido amigo: “Lázaro morreu, e para o bem de vocês estou contente por não ter estado lá, para que vocês creiam”. Este é um processo pelo qual Deus nos conduz. E isso pode ser um longo processo em nossas vidas—dependendo do quão teimosos e cabeças-duras somos—quando Deus está trabalhando em nós, Suas criancinhas teimosas.

A maioria de nós atravessa um longo período na vida em que dizemos a Deus: “Isso não está bom para mim. Eu não gosto disso. Eu não quero isso. Isso não está certo”. E Deus tem que pegar a gente pelo queixo e nos forçar a olhar em Seus olhos. Ele precisa pegar a nossa mão e tirá-la da coisa que estamos agarrando para então Ele próprio segurar as nossas mãos, enquanto Ele canta para nós! A pergunta que se faz é: quem vai aprender a escutar a música e não ficar pensando em si próprio? Essa é a questão.

A maioria começa assim: “Absurdo! Não é justo! Você está usando violência para roubar de mim o que é MEU por direito, e Você ainda vem e canta para mim. Que contradição. Não quero nada com isso. Tem alguma coisa errada aí”. As crianças tendem a começar assim com a “interferência” de seus pais naquilo que elas “querem” e os adultos fazem exatamente o mesmo com Deus. Assim como bons pais cortam a teimosia de seus filhos quando é necessário para proteger, guiar e treiná-los, quanto mais sábio, criativo e incansável nosso Pai Celestial é em Seu treinamento conosco. Ele tira nossa mão de nossa vontade própria e tolice e de todo nosso orgulho e arrogância. Ele arranca a nossa mão daquilo e as segura ... e depois Ele canta para nós. Enquanto nos refreia e ensina, Ele CANTA para nós... com delicadeza, amor e bondade. Ele não está sendo malvado (nossas “exigências” são geralmente baseadas num pensamento baixo mesmo!). Ele não está sendo duro ou maldoso. Não é essa a natureza de Seu caráter. Ele simplesmente está dizendo para nós: “Você não sabe de verdade o que é melhor”.

Nosso jeito normal de responder a isso é: “Isso não está bom para mim”. E à medida que o tempo passa e as coisas acontecem... devagar... bem devagar, começamos a aprender e a dizer: “Agora está bom. Eu não gostava disso, nem queria isso, ainda não entendo tudo isso, mas porque eu confio na Sua Soberania, agora está bom. Eu confio na Sua sabedoria, e confio no Seu atencioso cuidado com cada detalhe em minha vida. Eu sei que você me ama desesperadamente, e você sabe mais do que eu sobre o que está acontecendo aqui. Não estava bom, mas agora está!!! Ainda não entendo isso, mas está tudo bem agora”.

Esse é o processo de como treinamos nossos filhos para aprenderem a confiar: cantar para eles enquanto vencemos sua teimosia. Nós permitimos que eles cheguem a entender que: “Está bem. Está tudo bem. Eu não preciso ter o que eu acho que quero—na hora que quero”. Deus sabe melhor do que nós, e, como pais, nós sabemos melhor que nossos filhos, acreditem ou não—(sorrindo para as crianças na sala). Eles têm certeza de que sabem mais, é claro. : ) Essa é simplesmente a natureza da juventude e a natureza de crescer, física e Espiritualmente. Nós aprendemos a dizer: “Não estava bom, mas agora está. Eu não consegui o que pensei que queria, mas na verdade está tudo bem porque eu confio em Meu Pai. Sei que Ele me ama, e sei que Ele está desesperadamente envolvido nos detalhes e é capaz de fazer qualquer coisa além do que nós poderíamos pedir ou imaginar. Agora está bem. Eu vou soltar isso. Ao invés de desafiar, desprezar ou ignorar Ele—Eu O adoro”.

Fé simples e confiante. É disso que são feitos os verdadeiros milagres. Não o espalhafatoso placebo religioso, mas sim os genuínos e reais milagres que mudam vidas pelas mãos do Pai. Ouvir, inclinar-se a Ele em profundo amor e confiança. E deixar TUDO nas mãos dEle. : ) Amém : ) Só um pensamento...

aosseuspes.com
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