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A Religião Perfeita de Deus

Nesse exato momento, quando parecia que Sua religião estava em sua pior condição, Deus exalou uma promessa. Foi como se uma brisa fresca e perfumada soprasse por um instante do jardim do Éden, agitando os cabelos do homem e recordando a ele o que havia perdido—e o que realmente poderia ter de volta.

19/12/2007

Luzes Resplendentes na Escuridão

Quando Adão e Eva tomaram o caminho da independência, decidindo por si mesmos o que era “bom” ou “ruim”, eles caíram. Duramente. Com eles, caiu a esperança da raça humana de uma caminhada livre, desimpedida, face a face com seu Criador. O pequeno experimento da humanidade com a auto-regulação logo trouxe caos e morte a cada aspecto da existência no planeta Terra. Como Paulo mais tarde disse, “A Criação foi submetida à inutilidade… na escravidão da decadência” (Romanos 8:20-21). Tudo simplesmente se desfez.

Deus se viu combatendo o mal humano continuamente. Ele tomou medidas drásticas em alguns momentos para evitar que as espécies criassem o inferno na terra. Deus espalhou a humanidade por todo o planeta, confundindo seus idiomas para que as pessoas não pudessem se juntar para concretizar seus objetivos desvirtuados. Ele reduziu drasticamente a vida humana, de mais de 900 anos para 120, para que não tivesse que “contender com o homem para sempre” (Gênesis 6:3). Em um determinado ponto, Deus até mesmo tomou o passo mais radical que se pode imaginar: Ele eliminou quase todas as espécies, recomeçando com a família de apenas um homem. Mesmo assim, a maldade humana pôde apenas ser contida, com dificuldade—jamais curada.

E, portanto, lemos no livro do Gênesis algumas das palavras mais tristes da Bíblia: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos de seu coração era sempre e somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra, e isso cortou-lhe o coração” (Gênesis 6:5-6).

No entanto, nessa escuridão encontramos uns poucos—bem poucos—luzes brilhantes acesas.

Primeiro veio Enoque. Não sabemos quase nada sobre ele, mas isto sabemos: “Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado” (Gênesis 5:24).

Três gerações mais tarde veio Noé. A Noé “o SENHOR mostrou benevolência”. Ele era “um homem justo, íntegro entre o povo de sua época; ele andava com Deus.” Quando Deus viu que “toda a humanidade havia corrompido a sua conduta”, Ele encontrou em Noé um homem que faria “tudo exatamente como Deus havia ordenado” (Gênesis 6:8-9, 12, 22). Noé foi o único homem na Terra que escolheu caminhar com Deus ao invés de ser independente Dele. Quando Deus resolveu limpar a Terra do mal e recomeçar com apenas um homem, escolheu Noé.

Outras dez gerações se passaram. E novamente a Terra estava cheia de depravação, rebelião e idolatria. Uma segunda vez Deus decidiu recomeçar com apenas um homem. Mantendo Sua promessa anterior, Ele se conteve e não mandou outra inundação. Em vez disso, Deus escolheu Abraão para produzir uma nova nação de pessoas que se dedicassem a Ele e a Seus caminhos. Eles deveriam existir lado-a-lado com as nações pagãs, mas não se tornar como elas. A influência deveria trabalhar no sentido oposto—todas as nações da Terra deveriam ser abençoadas por meio deles. Como Noé, Abraão foi um recomeço para a raça humana. E como Enoque, ele caminhou com Deus.

Três homens. Era com isso que Deus tinha que trabalhar, na verdade, durante treze gerações inteiras. Não é de admirar que esses homens, “velas na escuridão”, sejam considerados heróis da fé até os dias atuais (Hebreus 11:5-9).

Mas observe algo sobre eles: nenhum dos três homens era “religioso”, segundo a nossa definição do termo. Eles não tinham locais especiais, eles simplesmente caminhavam com Deus. Onde quer que O encontrassem de forma excepcional, poderiam parar e construir um altar para oferecer a Ele um sacrifício. Mas depois seguiam adiante. Não havia “comparecimento” ou “revisitas” ao altar. Além disso, eles não tinham calendários religiosos ou dias sagrados designados, pelo que sabemos. Todos os dias se enquadravam em uma vida de adoração e obediência. E eles não tinham sacerdotes ou homens sagrados que se colocavam entre eles e Deus. A única exceção foi o breve encontro de Abraão com o misterioso Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, que o abençoou e lhe deu pão e vinho. Mas esse foi um encontro único e inesperado. Não há registros de Abraão, “o amigo de Deus”, usar os serviços de um sacerdote em qualquer outro momento de sua longa vida.

No geral, essas três luzes brilhantes acesas tinham um relacionamento com Deus notadamente fora da norma religiosa de local sagrado, dia sagrado e homem sagrado. Eles faziam o melhor para viver uma vida do “Jardim do Éden” em um mundo tragicamente decadente.

A Religião Perfeita

Mas Deus tinha um plano. Três homens não eram suficientes para satisfazer Sua intenção para a criação. É por isso que Ele disse a Seu amigo Abraão: “Olhe para o céu e conte as estrelas, se é que pode contá-las. Assim será a sua descendência.” E prosseguiu:

Saiba que seus descendentes serão estrangeiros numa terra que não lhes pertencerá, onde também serão escravizados e oprimidos por quatrocentos anos. Mas eu castigarei a nação a quem servirão como escravos e, depois de tudo, sairão com muitos bens… Na quarta geração, os seus descendentes voltarão para cá. (Gênesis 15:13-14,16)

Foi exatamente assim que aconteceu, é claro. Depois de quatro séculos, os descendentes de Abraão tinham se tornado uma grande nação. Por meio de Moisés e Arão, Deus os livrou de sua opressão. Ele os fez marchar através do mar turbulento e sobre um deserto escaldante em direção à Terra Prometida. Depois, fez com que parassem em uma montanha para que pudesse fazer algo surpreendente.

Deus deu a eles uma religião.

Até então, Deus havia permanecido fora do negócio das religiões. Embora a maior parte da humanidade estivesse adorando com devoção suas personificações idólatras Dele, se curvando em seus prédios “sagrados” em seus dias “sagrados” e com a liderança de homens “sagrados” nos rituais aprovados, Deus havia simplesmente olhado em silêncio. Ele estava satisfeito, aparentemente, com alguns poucos homens de pés no chão que eram corajosos e humildes o suficiente para serem Seus amigos. Será que isso tinha mudado?

Na verdade, não. Para Seus próprios propósitos, Deus agora tinha escolhido trabalhar dentro da estrutura de referência da humanidade decaída, dando a eles a religião perfeita e desafiando as pessoas a se aproximarem Dele dessa maneira. Sua religião levou o padrão local-dia-homem especial para um nível radicalmente mais alto.

Local sagrado. Durante a viagem dos Israelitas pelo deserto, Deus ordenou a eles que construíssem uma tenda sagrada especial. Mais tarde, depois da nação ter se estabelecido na Terra Prometida, Deus escolheu uma cidade, Jerusalém, para uma estrutura mais permanente.

A idéia básica era a mesma para a tenda e o templo. Ambos eram estruturas retangulares divididas em dois lugares por uma cortina. O lugar maior era chamado, apropriadamente, de o Lugar Santo. Nele havia três móveis objetos destinados ao uso de Deus: um candelabro com sete braços, uma mesa para as ofertas diárias de pão especial e um altar para queimar incenso para Deus. Atrás da cortina havia um lugar ainda mais divino, o Santo dos Santos. Nele havia apenas um objeto: uma caixa coberta de ouro que significava a presença de Deus e Seu acordo, ou “aliança”, com os Israelitas.

É difícil superestimar a importância do tabernáculo—e, mais tarde, do templo—para a “religião perfeita de Deus”. A estrutura era o único local aprovado para que os Israelitas oferecessem seus sacrifícios a Deus. Era o destino obrigatório dos Israelitas fiéis durante as três semanas do festival especial. E, o mais importante, representava o local físico da presença de um Deus infinito entre Seu povo.

Dias sagrados. O calendário de Deus definia dias, semanas e anos especiais, cada qual rico de significado. Todos os meses, quando os céus noturnos anunciavam que a lua estava recomeçando seu ciclo, havia o “festival da lua nova”. Sacrifícios especiais, incluindo uma oferta pelos pecados, marcavam o rito. Toda semana terminava com outro dia sagrado, o Sabá. Deus havia descansado no sétimo dia de Seu trabalho de criação; era no sétimo dia que todos os Israelitas deviam descansar de seu trabalho também. Servos, escravos e até bois e jumentos deviam desfrutar de um descanso em suas tarefas.

E havia também três semanas especiais todos os anos. A Páscoa, em cada primavera, comemorava a libertação de Israel da escravidão por Deus. Culminava com uma festa em cada residência, que incluía um carneiro assado, lembrando os Israelitas de um sacrifício muito especial que literalmente havia salvo suas vidas quando foram libertados da escravidão. Quando a primavera dava lugar ao verão, havia a Festa das Semanas. Ela marcava o dia em que Deus deu Sua religião aos Israelitas e também celebrava o início da colheita de grão a cada ano. Durante o outono, havia o Dia especial do Perdão, centrado nos temas do arrependimento e sacrifício. Ele era seguido pela Festa dos Tabernáculos, que durava uma semana e durante a qual os Israelitas deviam “acampar” em cabanas temporárias para comemorar os quarenta anos em que Deus cuidou das necessidades de seus ancestrais no deserto.

Finalmente, havia anos inteiros designados como especialmente sagrados. Cada sétimo ano era por si só um Sabá. Os Israelitas deviam deixar que seus campos e vinhedos descansassem de seu trabalho e comer apenas o que a terra produzisse por si só. E cada qüinquagésimo ano era declarado como um ano de Jubileu. Todas as dívidas eram canceladas. Todas as propriedades eram devolvidas ao seu dono original. Todos os escravos eram libertados.

Há muito mais a dizer sobre os dias especiais da religião de Deus. Porém deve estar evidente, pelo menos, que os Israelitas tinham oportunidades contínuas de contemplar as coisas profundas de Deus e agradecer a Ele por Sua história de bondade em relação a seu povo.

Homens sagrados. Israel se destinava a ser uma nação sagrada. Mas dentro de Israel havia uma determinada tribo sagrada, os descendentes do bisneto de Abraão, Levi. Deus escolheu os levitas para Seu serviço, como representantes de toda a nação. Durante os dias do tabernáculo, os levitas, e apenas os levitas, tinham permissão para tocar ou deslocar a tenda e seu mobiliário. Se alguém mais se aproximasse das coisas sagradas, ele ou ela deveria morrer. Depois da construção do templo, os levitas ficaram a cargo de seu trabalho. Alguns preparavam o pão sagrado; outros lideravam canções e orações especiais. De qualquer forma, o serviço a Deus era a sua vida.

Dentro da tribo Levita havia um grupo ainda mais seleto, os descendentes do irmão de Moisés, Arão. Eles, e apenas eles, podiam servir como sacerdotes. Era seu trabalho ofertar todos os sacrifícios e ofertas a Deus em nome da nação. Os sacerdotes assumiam o lugar da nação inteira durante todo o ritual necessário.

Finalmente, havia dentro da família sacerdotal o homem sagrado mais exclusivo—o Sumo Sacerdote. Ele era o único ser humano que tinha permissão de ir atrás da cortina, ao Lugar Mais Santo, e somente ia lá uma vez por ano—no Dia do Perdão. Balançando um incensório fumegante, o sacerdote aspergiu sangue na frente de uma caixa coberta de ouro, a “Arca da Aliança”. Por meio desse ato ele assegurava o perdão, primeiro, de seu próprio pecado, e, depois, do pecado da nação inteira.

Poderíamos ficar horas descrevendo a complexidade e a beleza da “religião perfeita de Deus”. Tudo tinha um significado, dos móveis do templo aos enfeites da veste do sacerdote. Deus realmente havia levado a religião—com seus locais, dias e homens sagrados—a um nível jamais igualado antes ou depois. Durante os séculos após a queda, pouquíssimos homens tinham caminhado com Ele. Mas Deus encontrou um modo de revelar ao homem visões profundas de Seu caráter e mente por meio de Sua religião.

Faria isso diferença? O homem se importaria?

Uma Dura Lição

Como os Judeus lidaram com essa religião dada por Deus? Qual foi sua experiência, seu testemunho? Era um teste crucial, não apenas para os Judeus, mas para nós. Se as pessoas recebessem uma religião perfeita, poderiam se aproximar com êxito de Deus, por meio dela?

A religião de Deus esteve em vigor por quase treze séculos, entre Moisés e Jesus. Durante todo esse tempo, apenas pouquíssimos transcenderam seu ambiente e limitações e se aproximaram de Deus por meio da fé. Finéias, Samuel, Davi, Elias, Elisá e um punhado de outros reis e profetas viveram suas vidas com uma fé que ainda hoje nos comove (Hebreus 11). Todos eles fizeram o melhor para obedecer às leis de Deus e seguir as ordens de Sua religião.

Mas mesmo para esses homens e mulheres, foi realmente a religião que os aproximou? Davi, embora amasse a lei, aprendeu mais da fidelidade de Deus nas colinas solitárias de Belém do que jamais o fez comparecendo ao serviço do Sabá (1 Samuel 17:34-37). Finéias, embora fosse um sacerdote, expiou mais pecados com um lança do que jamais o fez com uma oferta queimada (Números 25:1-13). E o sacrifício mais poderoso de Elias foi oferecido em uma montanha em Samaria, não em um templo em Jerusalém (1 Reis 18:30-39). Ainda assim, é verdade que uns poucos encontraram Deus dentro do escopo de Sua religião durante aqueles longos anos.

Mas é também verdade que a enorme maioria falhou de forma catastrófica.

E o lugar sagrado de Deus? Salomão construiu um local magnífico, o templo de Jerusalém. Porém, apesar se sua beleza e o significado profundo para sua fé, as maioria dos Israelitas o ignoraram, ou pior.

Em desobediência gritante à ordem de Deus de que os sacrifícios somente deveriam ser ofertados no templo, a maioria do povo continuou a oferecê-los em seus próprios locais de adoração. A frase “contudo, não acabou com os altares idólatras, nos quais o povo continuou a oferecer sacrifícios e queimar incenso” aparece nos registros de cinco reis de Judá diferentes. E esses eram os reis bons! Algumas vezes a adoração de deuses pagãos se misturava à adoração de Yahweh em tais “altares”. O templo, despojado repetidamente de seu ouro e bronze para o pagamento de reis estrangeiros e exércitos invasores, por fim se tornou decrépito como um armazém abandonado ou uma fábrica fechada. Um dos últimos reis de Judá, Manassés, erigiu altares a ídolos estrangeiros no próprio templo e até sacrificou seu próprio filho em um deles. Não é de admirar que Deus tenha permitido que os babilônios queimassem totalmente o templo.

E os dias e semanas e anos sagrados de Deus? Os Israelitas começaram a ignorar o Sabá quase imediatamente após Deus declará-lo sagrado (Números 15:32-36). Eles esqueceram de observar a celebração da Páscoa—com todo o seu rico significado—desde o momento em que entraram na Terra Prometida. Ela não foi celebrada novamente até o reinado de Josias, o vigésimo dos vinte e quatro reis de Judá. E o ano do Jubileu? Pelo que sabemos, os Israelitas jamais o observaram. Em 1300 anos, tiveram 26 oportunidades, mas perderam todas elas.

E os homens sagrados de Deus, os sacerdotes e levitas? Eles deveriam ser uma tribo especial dentro de Israel—e uma família especial dentro da tribo—escolhida para representar toda a nação perante Deus. Porém, quando o reino se dividiu no início da história de Israel, o primeiro governante do reino do norte, Jeroboão, mudou tudo isso. Ele queria que o templo de Jerusalém, localizado no reino do sul, tivesse alguma concorrência, na esperança de que seu povo parasse de ir para o sul para as festas e dias santos. Assim, Jeroboão fabricou dois bezerros de ouro e os colocou em duas cidades no norte. Depois, “construiu altares idólatras e designou sacerdotes dentre o povo, apesar de não serem levitas” (1 Reis 12:31). Esse sacerdócio falso e seu ritual imitativo aborreceram Deus (1 Reis 13).

No reino de Judá, os “homens especiais” ainda eram os levitas, como Deus havia ordenado. Mas a condição espiritual desses homens era somente um pouco melhor do que seus semelhantes do norte. Como Deus mesmo disse, “Os sacerdotes não perguntavam pelo SENHOR; os intérpretes da lei não Me conheciam, e os líderes do povo se rebelaram contra mim. Os profetas profetizavam em nome de Baal, seguindo deuses inúteis” (Jeremias 2:8).

Esses sacerdotes tinham a genética correta, talvez, mas não o coração certo.

Novamente Deus os censurou: “Uma coisa espantosa e horrível acontece nesta terra: Os profetas profetizam mentiras, os sacerdotes governam por sua própria autoridade, e o meu povo gosta dessas coisas” (Jeremias 5:30-31). E novamente: “Desde o menor até maior, todos são gananciosos; profetas e sacerdotes igualmente, todos praticam o engano. Eles tratam da ferida do meu povo como se não fosse grave. ‘Paz, paz’, dizem, quando não há paz alguma” (Jeremias 6:13-14).

A falha religiosa de Israel foi uma catástrofe devastadora, excedendo em muito no domínio espiritual o dano de qualquer desastre natural do domínio físico. Apesar de um sistema bonito e com significado profundo de dias, lugares e pessoas sagradas, Israel, como nação, falhou completamente na aproximação de Deus pela fé.

Você faria melhor? Eu faria?

A religião de Deus não falhou; a humanidade decaída falhou e ao fazê-lo comprovou para sempre que a religião com lugar-dia-homem sagrados jamais teria êxito. Se a religião perfeita de Deus não era suficiente, o que nos faz pensar que qualquer outra religião seria?

O que Deus estava fazendo? Por que Ele até se incomodou em instituir Sua religião, afinal? Há pelo menos duas razões.

O primeiro objetivo de Deus era ensinar ao homem uma lição. Desde o Jardim, os humanos têm desejado acreditar que são capazes de escolher entre o bem e o mal. Querem achar que são capazes, inteligentes e morais. Deus sabe que não é assim. Para ajudar nossa espécie a entender, Deus decidiu nos dar um padrão objetivo para que possamos julgar por nós mesmos.

Como Paulo explica, “eu não saberia o que é pecado, a não ser por meio da Lei… Para que o pecado se mostrasse como pecado, ele produziu morte em mim por meio do que era bom, de modo que por meio do mandamento ele se mostrasse extremamente pecaminoso” (Romanos 7:7,12). Deus deseja que as pessoas honestas admitam para si mesmas que jamais poderão ser “boas”. Ele quer que entendam que jamais poderiam ser capazes de se aproximar Dele por regras e rituais. Ele quer que fiquem desesperadas por outra maneira.

O segundo objetivo de Deus também era educar o homem, mas com um sentido mais positivo. Deus colocou uma “mensagem subliminar” dentro de Sua religião. Os detalhes dos dias especiais, locais especiais e pessoas especiais obscureceram algo Maior, mais Verdadeiro, mais Real. Sua religião perfeita era meramente uma sombra, mas havia uma Realidade surgindo. O cumprimento de tanto, do cordeiro da Páscoa ao descanso do Sabá, estava logo virando a esquina. A promessa de uma nova aliança brilhava como um farol, iluminando o caminho de um futuro melhor.

Um Novo Começo

Israel estava em completa desordem. Em pouco tempo, o templo—ou o que restou dele—seria queimado totalmente pelos invasores da Babilônia. Os sacrifícios e feriados e festas teriam uma pausa súbita. Os sacerdotes e profetas estariam marchando sob escolta para se estabelecer em um país estrangeiro—se sobrevivessem à invasão.

Nesse exato momento, quando parecia que Sua religião estava em sua pior condição, Deus exalou uma promessa. Foi como se uma brisa fresca e perfumada soprasse por um instante do jardim do Éden, agitando os cabelos do homem e recordando a ele o que havia perdido—e o que realmente poderia ter de volta.

“Estão chegando os dias” declara o SENHOR, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito; porque quebraram a minha aliança, apesar de eu ser o SENHOR deles”, diz o SENHOR. “Essa é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o SENHOR. “Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações. Serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém mais ensinará ao seu próximo nem ao seu irmão, dizendo: ‘Conheça ao SENHOR, porque todos eles me conhecerão, desde o menor até o maior”, diz o SENHOR. “Porque eu lhes perdoarei a maldade e não me lembrarei mais dos seus pecados.” (Jeremias 31:31-34)

Deus estava disposto a começar de novo. Os Israelitas permaneceram no exílio durante 70 anos, permitindo que a terra tivesse o descanso do Sabá que lhe faltou por séculos. Finalmente Deus permitiu que voltassem, reconstruíssem o templo e reiniciassem suas práticas religiosas. Porém Deus estava esperando com paciência até o momento certo para fazer Sua nova aliança prometida com a humanidade. Dessa vez, Ele não confiaria o serviço a um intermediário. Ele não usaria um profeta ou sacerdote—nem mesmo um anjo.

Dessa vez, Deus apareceria em Pessoa e assumiria Ele mesmo a tarefa.

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